#66 PÓ Viaja | Atacama | Valle de la Luna, o grande clássico do deserto

É mais Atacama que vocês querem? Então é mais Atacama que vocês vão ter! 🙂

Como prometido no último post da série #PÓviaja, hoje vou começar a dividir com vocês os detalhes de cada um dos passeios que nós fizemos no deserto mais alto e seco do mundo.

Se você quer saber o que vai conhecer em cada lugar, como se vestir, o que levar na mochila e até como funciona a questão do banheiro no meio do nada, estes posts são pra você!

Lembrando sempre que nós fizemos todos os passeios – exceto o Tour Astronômico, que contratamos com a Space – com a Araya Atacama. O que vocês encontram aqui, portanto, é o relato da experiência que nós tivemos com esta empresa em maio de 2018.

Chegando no Parece Óbvio agora? Leia aqui sobre como decidimos ir para o Chile, aqui sobre a nossa ida a San Pedro de Atacama, aqui sobre como escolhemos a agência e aqui as impressões gerais de cada um dos tours.

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Valle de la Luna visto do mirante onde fica a Pedra do Coyote

Comecemos pelo clássico dos clássicos do deserto: o passeio ao Valle de la Luna!

Localizado a aproximadamente 15km de distância do centrinho de San Pedro de Atacama, este tour de meio período costuma ser um dos mais indicados para quem está chegando no deserto, uma vez que a sua altitude é a mesma da cidade – 2.400 metros acima do nível do mar -, o que facilita a aclimatação.

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Difícil imaginar que um dia isso tudo foi água, né?

Detalhes práticos à parte, corta para uma aulinha de geografia: há mais de 100 milhões de anos (!!!) atrás, quando foi iniciada a formação natural da Cordilheira dos Andes e da Cordilheira Domeyko, a área compreendida entre as duas cadeias de montanhas tornou-se um imenso lago de águas salinas.

Com a passagem do tempo – e devido aos efeitos do sol, do vento, de terremotos e erupções vulcânicas mil -, este lago transformou-se no que hoje conhecemos como Cordilheira do Sal,  que é a formação geológica à qual pertence o Valle de la Luna.

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Entrada da caverna de sal:  era só o começo da aventura!

Explicação científica dada, vamos ao passeio! Vencido o trajeto entre San Pedro e a entrada do local – onde fizemos uma parada estratégica para pagar o valor das entradas e ir ao banheiro – , descemos da van e fizemos uma pequena trilha em meio a cânions e cavernas da Cordilheira do Sal.

Foram aproximadamente 30 minutos explorando as formações rochosas, compostas em sua maior parte por sal, gesso e argila – nosso guia até lambeu a parede para provar que era salgada!

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Tivemos de andar um pouco abaixados…
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…e também tivemos de escalar alguns paredões!

Esta é a única parte do passeio que requer certo preparo físico, uma vez que em alguns trechos você vai precisar andar abaixado  – haja joelhos! – e escalar algumas pedras. Não é nenhum esforço absurdo – não precisa ser atleta, tá? -, mas também não é tranquilíssimo não.

Prepare-se psicologicamente para fazer um pouco de exercício e vá em frente – a experiência e a vista compensam!

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Depois de passar pelas cavernas, encerramos a caminhada com este visual

Feita a trilha, pegamos a van novamente e andamos alguns minutos em meio ao Valle até as Três Marias, formação rochosa que recebeu este nome devido à semelhança do seu formato com o corpo de três mulheres.

Segundo contou nosso guia, hoje restam apenas duas das três esculturas graças a um turista espertinho que subiu em uma delas para fazer uma foto e acabou quebrando a sua ‘cabeça’. Haja paciência, viu!

A parada no lugar foi rápida: tiramos algumas foto e subimos novamente na van para ir até o Anfiteatro.

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Em frente às Três Marias, nós e o casal que foi nosso ‘colega de passeio’ do dia

No Anfiteatro – que é o nome dado a uma imensa montanha-símbolo do local -, desembarcamos da van e combinamos de encontrar o nosso guia em um ponto adiante dali a 30 minutos.

Esses momentos de ‘liberdade’ eram os nosso preferidos, pois podíamos caminhar, curtir o lugar e tirar todas as fotos que queríamos com calma, sem ninguém tentando nos apressar.

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Felizes com a liberdade para curtir o Anfiteatro

Aliás, se temos uma crítica construtiva a fazer a respeito dos passeios, é a questão do horário. Embora isso não tenha acontecido em todos os tours – depende muito do guia! -, mais de uma vez tivemos de apressar o passo para chegar a tempo no próximo ponto. Não era só começar mais cedo, então?

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Não podia faltar uma foto com a minha pose clássica das mãozinhas para cima! \o/

Caminhada feita, pegamos a van mais uma vez e fomos até o mirante do Valle de la Luna, onde fica a famosa Pedra do Coyote, cenário de boa parte das fotos incríveis que nós havíamos visto do deserto.

Em função do desgaste causado por hordas de turistas pisoteando, pulando e fazendo malabarismos para conseguir um registro digno de muitos likes, atualmente a pedra está interditada – ou seja, sem fotos pra nós.

Ali a parada foi rápida, mas rendeu algumas das fotos mais bacanas que fizemos no dia – a vista é realmente surreal. De lá, pegamos a van novamente até o nosso próximo destino: o mirante do Valle de la Muerte.

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Com uma paisagem dessas, qualquer foto fica incrível

Chegando no mirante do Valle de la Muerte, parada final do tour, nosso guia foi preparar o coquetel e nós ficamos livres para explorar e tirar fotos do local.

O sol já havia caído, mas a cor do céu…minha gente, o que era a cor daquele céu? As fotos não conseguem fazer jus ao que os nossos olhos enxergavam naquele momento: era um degradê em tons pastel que eu nunca havia visto igual. De ficar emocionado mesmo.

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A foto não entrega nem 1% do que os nossos olhos estavam vendo

Ali foi só alegria: enquanto a natureza dava o seu show, ficamos tirando várias fotos, curtindo o coquetel e agradecendo a cada segundo pela oportunidade de estar lá.

Quando o dia não era mais do que um fiozinho no horizonte, subimos na van e começamos o caminho de volta para San Pedro.

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Coquetel delícia oferecido pela Araya: sucos, vinhos, frutinhas e guloseimas!

Agora vamos às informações práticas sobre o tour ao Valle de la Luna:

Quanto tempo dura? Este é um passeio de meio período. A van nos pegou no hostel mais ou menos às 15h e estávamos de volta às 19h.

Quanto custa? De acordo com o site da Araya, o valor do tour atualmente é de CLP 30.000 por pessoa. Além disso, também tivemos de pagar uma entrada de CLP  4.000 cada um – neste post eu explico como fazer a conversão.

Como se vestir? Saia do hostel vestindo roupas leves e confortáveis para caminhada, mas leve um casaco para a hora do por do sol, quanto a temperatura esfria. Eu fui vestindo uma calça legging, uma camiseta de manga curta e uma camisa de manga comprida por cima; na mochila, levei minha jaqueta pena de ganso, que coloquei na hora do coquetel. Foi o suficiente.

O que levar na mochila? Além do kit básico do deserto – água, protetor solar e boné -, não se esqueça de levar um casaco mais quente na mochila para o final do dia. Caso você não queira ficar usando a luz do celular, uma lanterna para iluminar os trechos das cavernas também é uma boa ideia.

Quais as dicas que ninguém conta? Como eu já falei no início do post, este é um dos passeios mais recomendados para os primeiros dias do viajante no deserto em função da sua altitude, que chega ao máximo de 2.400 metros. O que não te contam – e que eu pelo menos não havia lido em nenhum lugar – é que aquela caminhada do início requer, sim, certo preparo físico e um calçado apropriado. Não é nada absurdo, mas é bom saber antes de chegar lá – principalmente se você tem problema nos joelhos. Prepare-se para ficar bastante empoeirado – e, se puder, use sapatos com solado antiderrapante.

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Quando o dia já havia se ido, era hora de voltar para o hostel!

E aí, o que acharam? Quem mais aí já foi ao Valle de la Luna e tem algo a acrescentar?

Alguém planejando a sua viagem para o Atacama? Espero que as informações sejam úteis para vocês!

Nos próximos posts, continuarei o relato detalhado de cada um dos passeios que fizemos no deserto. Não percam! 😉 

6 pensamentos

  1. Estou adorando os relatos de todos os passeios, principalmente essas dicas práticas de roupas, etc! Tem ajudado bastante no planejamento da viagem 🙂
    Queria perguntar uma coisa um pouco aleatória, mas que está me preocupando um pouco, você acha que quem usa lentes de contato pode ter algum problema por causa do clima seco e da areia? Ou você acha que é tranquilo?
    Obrigada!!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi, que bom saber que está gostando! ❤️ sobre as lentes, eu não uso então não sei se sou a pessoa mais apropriada para te responder sobre o assunto, mas acredito que o clima seco possa sim ser um problema. Caso vc não tenha a opção de usar óculos (pelo menos intercalar em alguns momentos), sugiro que leve um bom colírio hidratante. Aliás, hidratantes para todo o corpo! Nós levamos creme para o corpo, para o rosto, colírio e um gel hidratante para o nariz. Todos foram usados e, mesmo assim, ficamos bem mais “secos” do que o normal 😂 espero ter ajudado!

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