#61 Minimalismo para não-minimalistas: uma introdução

Responda rápido: qual é a primeira imagem que vem à sua mente ao ouvir a palavra ‘minimalismo‘?

É a ideia de minimalismo na decoração – ambientes claros, com predomínio do branco, pouquíssimos móveis e uma paleta de cores neutra?

Quem sabe é o minimalismo na moda – armários enxutos, com um limite máximo de peças e somente roupas pretas, brancas e cinza?

Ou então é o minimalismo como estilo de vida – viver com o mínimo de coisas possível, em uma casa pequena, optando por nunca mais comprar?

Se o seu primeiro pensamento foi na direção de alguma dessas opções – ou de todas elas juntas -, o texto de hoje é pra você.

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photo by Unsplash

Embora nós possamos discordar quanto ao que significa de fato o minimalismo, em um ponto somos obrigados a concordar: nunca se falou tanto sobre esse tema como nos últimos tempos.

Seja em reportagens sobre pessoas que decidiram largar tudo para dar uma volta ao mundo, em vídeos do youtube ensinando a destralhar ou até mesmo no perfil daquela sua conhecida que decidiu falar sobre as cinco coisas que ela não compra mais, uma coisa é fato: o minimalismo está aí, na boca do povo, a cada dia mais popular.

Se por um lado isso é fantástico – afinal, boas ideias devem sempre ser compartilhadas! – e muitas pessoas estão conseguindo entender a verdadeira essência de ser minimalista, por outro lado, no entanto, ainda existem muitas confusões cercando este conceito.

E ainda que eu tenha uma certa crítica à prática de atribuir rótulos como o de minimalista/não-minimalista a quem quer que seja – mas isso é assunto para outro post! -, decidi abandonar essa questão por uns instantes e dedicar o post de hoje àqueles que ainda não entenderam sobre o que trata o minimalismo – na esperança de que, a partir de hoje, eles passem a entendê-lo.

(E se você se considera minimalista mas enfrenta dificuldades para explicar qual é a filosofia por trás das suas escolhas, sinta-se à vontade para compartilhar este texto – quem sabe eu também consigo ajudar você a tornar as coisas mais claras pra quem ainda tem dúvidas!)

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photo by Unsplash

Começando pelo começo: embora o minimalismo possa sim incluir aquelas ideias tradicionalmente associadas à palavra – os ambientes brancos, as roupas em cores neutras e a experiência de não fazer compras -, estas são noções muito superficiais, que não dão conta de traduzir a verdadeira essência dessa filosofia.

Você pode sim ser minimalista e ter uma casa cheia de cores.

Você pode sim ser minimalista e vestir roupas estampadas.

Você pode sim ser minimalista e – pasme! – comprar.

Não há nada de errado nisso. Nada, nadinha. Você não vai ser menos – ou mais – minimalista do que ninguém por não fazer da sua vida uma cópia do Pinterest. Sabe por quê? Porque o minimalismo não é sobre isso.

Como nós defendemos aqui no Parece Óbvio e fazemos questão de repetir sempre que possível, o minimalismo é muito mais sobre uma mentalidade, uma nova forma de pensar, do que sobre um conjunto de regras a seguir.

Ser minimalista é viver de maneira a priorizar o que é realmente importante para você – e remover tudo aquilo que o afasta disso.

Nesse sentido, a função do minimalismo é ajudar você a ter uma vida mais simples – com mais tempo, mais espaço e mais recursos para o que verdadeiramente importa. O objetivo é facilitar as coisas – e não dificultar.

A partir do momento em que se compreende isso – que a ideia é simplificar, jamais dificultar! -, fica muito mais fácil entender que tá tudo bem não seguir à risca o que o senso comum apresenta como minimalismo. Tá tudo bem escolher o que faz e o que não faz sentido para você. Tá tudo bem: você é a única pessoa capaz de definir o que é importante na sua vida. É você quem cria as regras.

Nesta busca pela sua versão de uma vida minimalista, cedo ou tarde você vai chegar à conclusão de que coisas são apenas coisas. E que o que importa mesmo – aquilo que faz o seu coração bater forte de verdade – não pode ser comprado em nenhuma loja.

E eu sei que todo esse papo pode parecer estranho em um primeiro momento. Afinal, além de ser um tema novo, o minimalismo vai totalmente na contramão de tudo o que a nossa sociedade costuma valorizar – e, como se isso não fosse o suficiente, ainda traz consigo uma noção de liberdade com a qual nós não fomos ensinados a lidar.

E tá tudo bem achar estranho. Depois de tantos anos aprendendo a orientar as nossas ações de acordo com um conceito pré-fabricado de sucesso, é realmente difícil compreender que nós podemos sim tomar as rédeas da situação e construir a nossa versão de sucesso.

Mas a verdade é que nós podemos.

E é exatamente sobre isso que trata o minimalismo: liberdade.

Liberdade para criar as suas regras.

Liberdade para definir quais são as suas verdadeiras prioridades.

Liberdade para ter – mas principalmente para ser – o que você quiser.

Será que chegou a sua hora de dar uma chance ao minimalismo? Conte com o Parece Óbvio para trilhar esta jornada. 🙂

2 pensamentos

  1. Caroline,

    “Ser minimalista é viver de maneira a priorizar o que é realmente importante para você – e remover tudo aquilo que o afasta disso.”
    Maravilhosa frase. Acredito que isso seja essencial para uma vida realmente significativa e na qual o sentimento de realização esteja presente.

    Abraços,
    Simplicidade e Harmonia

    Curtir

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