#60 PÓ Viaja: Atacama, o deserto que ganhou meu coração

Preparem-se para um post cheio de emoção. Se tentar capturar em fotos a beleza do Atacama já foi uma tarefa difícil, imaginem só escrever sobre a experiência de estar lá. O deserto mais alto e seco do mundo é mesmo um lugar que merece todos os superlativos possíveis.

Como quem acompanha o Parece Óbvio pelo Facebook já sabe – e se você ainda não está por lá, faça o favor de dar o seu like para não perder nenhuma novidade! -, eu e Henrique passamos as nossas últimas férias no Chile, curtindo uma das experiências mais incríveis que já tivemos a oportunidade de viver. Foram 13 dias divididos em duas cidades bastante diferentes, mas igualmente encantadoras: Santiago e San Pedro de Atacama.

estrada
Não é só o destino dos passeios: até a estrada é de tirar o fôlego

Conhecer o deserto era um sonho antigo, acalentado desde o dia em que assistimos a este vídeo e ficamos simplesmente hipnotizados com as paisagens. E por mais que nós já tivéssemos visto muitas fotos e soubéssemos de certa forma o que esperar do lugar, a verdade é que nada, mas nada mesmo, poderia nos preparar para a sensação de estar lá, vendo tudo aquilo com nossos próprios olhos. É o tipo de coisa que eu ainda não consigo – e talvez nunca consiga – explicar.

Enquanto eu tento processar o impacto que essa viagem causou em mim, escrever e compartilhar com vocês as minhas memórias é uma forma de reviver tudo o que aconteceu e, de quebra, ainda ajudar quem deseja conhecer o Atacama um dia. E se você ainda não tinha essa vontade…sinto informar que é bem possível que passe a ter a partir de agora!

Se você está chegando no Parece Óbvio agora, leia aqui sobre como decidimos ir para Chile.

71A1908D-702E-4C58-A881-4379956091A2
Valle de la Luna visto de cima: como não se sentir tocado por este lugar?

A chegada. Como contei no post com as informações gerais sobre a nossa viagem para o Chile, optamos por ir até o deserto de avião. Voamos com a companhia aérea chilena Sky de Santiago a Calama, cidade onde fica o aeroporto mais próximo de San Pedro de Atacama. Foi um voo super tranquilo, com pouco mais de duas horas de duração e uma vista lindíssima durante todo o caminho.

Reservamos as passagens direto no site da Sky quando ainda estávamos no Brasil – na verdade, seis meses antes da viagem. Pagamos R$ 496,32 no total – valor que incluía os trechos de ida e volta para duas pessoas, mais o direito a despachar uma bagagem de até 23kg.

Além dessa quantia, também tivemos de desembolsar CLP 10.192 (algo como R$ 60) para a marcação dos assentos no voo da ida – segundo o atendente do check in,  o avião já estava lotado e essa era a única forma de sermos colocados em poltronas lado a lado. Se isso era verdade mesmo eu não sei – mas o fato é que conseguirmos sentar juntos na volta e não tivemos de pagar nenhum extra por isso. Fica aí a dúvida, então.

Como Calama fica a  105 km de distância de San Pedro, chegando lá precisamos contratar um transfer. Existem quatro empresas operando o trajeto, e todas cobram o mesmo valor por pessoa: CLP 12.000 (+- R$ 75)  por apenas um trecho ou CLP 20.000 (+- R$ 125) os trechos da ida e da volta, caso você contrate ambos já na chegada. Eles deixam você no hostel e marcam um horário para pegá-lo no mesmo lugar no dia do retorno – por via das dúvidas, ligamos um dia antes da volta para confirmar que iriam nos buscar.

Acabamos escolhendo a Translicancabur – uma moça da empresa praticamente nos caçou na porta do desembarque -, e em menos de vinte minutos depois de descer do avião já estávamos a caminho de San Pedro. Deu tudo certo e não temos do que reclamar, mas se tivéssemos esperado mais uns minutinhos teríamos percebido que os carros da Pampa custariam o mesmo e eram mais novos. Mas era só um meio de transporte, né?

van
E a emoção com a paisagem já começou antes mesmo da chegada!

A cidade. Como se eu estivesse em um filme: foi exatamente assim que eu me senti ao chegar em San Pedro, que de tão pitoresca parece não ser de verdade. Com ruas de chão batido, casas feitas de adobe – uma mistura de argila, areia e capim – e o vulcão Licancabur ao fundo, é possível que você tenha vontade de se beliscar várias vezes para ter certeza de que não está sonhando. O lugar é mesmo diferente de qualquer outro.

Base para todos os passeios no deserto do Atacama, San Pedro está a 2.400 metros acima do nível do mar, o que significa que a minha maior preocupação ao chegar lá era não passar mal devido à altitude. Neurótica que sou, li tantas recomendações sobre o assunto que só me movimentei em câmera lenta nas nossas primeiras horas na cidade. Admito que talvez eu tenha exagerado na dose – mas o fato é eu não senti nada do temido mal de altitude. Pelo menos não nesse dia! rs

caracoles
Calle Caracoles, onde tudo tudo acontece na cidade

Fora a questão da altitude – que, brincadeirinhas à parte, requer sim certos cuidados, como tomar bastante água e não fazer esforço físico -, é bom lembrar que, além de estar no meio do deserto, San Pedro é uma cidade pequena e extremamente turística. Ou seja: se assim como nós você também não quer gastar todas as suas economias por lá, ter paciência para pesquisar preços é fundamental. Vale sempre lembrar: a preguiça custa caro!

A boa notícia é que os mesmos motivos que fazem a cidade tão cara também tornam tudo mais fácil: a maior parte das agências de turismo, restaurantes, lojinhas e utilidades – como farmácias e casas de câmbio – fica na Calle Caracoles e nas suas adjacentes. Em poucos minutos de caminhada você consegue consultar praticamente todas as opções que o local tem a oferecer.

rua-do-hostel
A poucos passos do nosso hostal, uma das vistas mais lindas da cidade

A hospedagem. Aqui, outro ponto em que ter paciência para pesquisar pode fazer uma enorme diferença – principalmente para o bolso. Nós planejamos a viagem com bastante antecedência, então passamos alguns meses estudando as opções de acomodação que se encaixavam nos nossos três principais critérios: localização, limpeza e preço.

Como contei no primeiro post sobre o Chile, toda essa pesquisa resultou na opção pelo Hostal Casa Flores, que tinha uma nota de 8,7 no Booking e ótimas avaliações de outros hóspedes. E não podíamos ter feito escolha melhor!

A localização era mesmo ótima – a não mais do que cinco minutos de caminhada da Calle Caracoles – e a limpeza era excelente, tanto nas áreas comuns quanto nos quartos, que eram arrumados todos os dias. Um dos meus maiores medos, o chuveiro, era excelente – tanto a pressão quanto a temperatura da água. E mesmo sem contar com calefação nos quartos, as camas tinham cobertas quentinhas que super davam conta do frio da noite.

afe
Pãezinhos típicos, manteiga, manjar, frios e frutas: um café simples, mas muito gostoso

Além disso, eles ofereciam duas opções de café da manhã: para tomar no local, que era servido entre as 7h30 e as 9h30, ou para levar, caso o passeio do dia começasse antes deste horário. Também podíamos usar a cozinha – equipada com chaleira elétrica e microondas – e os secadores de cabelo que ficavam na recepção – informação que eu só descobri no nosso último dia lá, depois de passar a viagem toda dormindo com o cabelo molhado.

Em resumo: melhor custo benefício impossível! Nosso único porém com a experiência, como eu já contei, foi a questão do valor. Como reservamos tudo via Booking, que efetua as cobranças em dólares, e optamos por pagar somente no local, fomos surpreendidos pelo aumento do câmbio, que mudou bastante entre o dia da reserva e a nossa chegada. Pagamos US$ 491  por 7 diárias para duas pessoas, em quarto com banheiro privativo, duas camas de solteiro e café da manhã incluído.

van-sal
A escolha de uma boa agência é essencial para a qualidade – e a tranquilidade – do passeio

A agência. Por último, mas não menos importante. Afinal, chegar a San Pedro e ter um lugar para ficar é apenas a primeira etapa da experiência. Para conhecer todas aquelas paisagens que fazem o coração de qualquer um bater mais forte pelo Atacama, você tem de contratar passeios junto a uma das 152 mil agências de turismo da cidade.

Embora eu seja a louca das dicas e tenha lido em diversos blogs que você deve deixar para escolher a sua agência chegando lá – opções não faltam na Calle Caracoles -, não foi isso o que nós fizemos. O fato é que eu tinha muito medo de acabar caindo em alguma furada no meio do deserto, então decidimos pagar um pouquinho mais e contratar uma empresa que oferecesse um serviço mais premium e tivesse boas avaliações no TripAdvisor – e foi assim que acabamos fechando tudo antes mesmo de sair de casa com a Araya Atacama.

Ainda vou escrever um post mais detalhado só sobre a agência e os passeios que fizemos com ela – fiquem ligados lá no facebook do Parece Óbvio para não perder! -, mas já adianto que todo o nosso ‘pacote’ – que incluiu cinco passeios de um turno e dois passeios de um dia inteiro – custou um adiantamento de R$ 293,74, pago enquanto ainda estávamos no Brasil, mais CLP 493.000 (+- R$ 2.934), pagos quando chegamos lá. Somando tudo e dividindo por duas pessoas, R$ 1.614,00 para cada um.

vulcao
O incrível e onipresente vulcão Licancabur

E assim termina mais um texto transbordante de informações por aqui! No próximo post da série, vou dividir com vocês como foi a nossa experiência com a agência e quais foram os passeios que decidimos fazer no Atacama.

Mais alguém aí já foi para lá e tem alguma dica a acrescentar? Ficou alguma dúvida sobre a experiência? Deixem tudo aí nos comentários, vou adorar responder e bater esse papo! 😉

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s