#44 O que aprendi ficando um mês sem plástico | Desafio ‘2018, o ano do sem’

É só por aqui ou vocês também tem a impressão de que o tempo está passando rápido demais? Pisquei os olhos e chegamos ao fim de mais um – o terceiro! – desafio do ‘ano do sem’: março sem plástico! E se você ainda não sabe do que eu estou falando, sugiro dar uma conferida neste post e neste vídeo, onde eu explico quais foram os motivos que me levaram a escolher, a cada mês ao longo de 2018, uma coisa ou hábito para viver sem, de modo a eliminar – aos pouquinhos, um passinho de cada vez – os maiores obstáculos que me afastam de uma vida mais simples e minimalista.

Como eu expliquei no post de lançamento do desafio, a ideia era dedicar o mês de março a reduzir a quantidade de plástico que eu trazia para a minha vida, fosse ela em formato de sacolinhas, copos, canudos ou outros descartáveis. Chegar ao zero uso de plástico não estava entre as minhas ambições – afinal, construir novos hábitos em torno de tantas atividades corriqueiras, como ir ao supermercado ou tomar um cafézinho depois do almoço, já seria complicado o suficiente. E foi complicado mesmo, viu!

Foi complicado porque eu não fazia a mínima ideia. Assim como eu acessava as redes sociais e fazia compras sem me dar conta, eu usava e abusava de descartáveis plásticos sem nem notar. Estabelecer o desafio foi essencial para que eu me tornasse mais consciente e passasse a anotar mentalmente todas as oportunidades em que eu podia evitar ou substituir o uso desse material através de iniciativas super simples. O que não quer dizer que tenha sido fácil – porque realmente não foi.

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Photo by Meir Roth from Pexels

Isso porque, de todas as lições que eu aprendi ao longo deste março sem plástico, a principal foi sobre a importância do planejamento. Levar uma vida mais consciente e sustentável pode ser simples sim – mas isso não rola se você não se planejar.

Não adianta nada se propor a viver sem descartáveis e seguir agindo da mesma forma de sempre. Para não usar mais sacolas plásticas, você vai ter de se planejar para não esquecer de ter sempre consigo uma ecobag; para não usar mais copos ou canudos descartáveis, você vai ter de se planejar para comprar – e carregar na bolsa – opções reutilizáveis. Planejamento é tudo.

No meu caso, esse planejamento se traduziu, entre outras, nas seguintes atitudes:

1 – Não sair mais de casa sem uma ecobag na bolsa. Tenho uma versão dobrável que se transforma em uma mini-bolsinha quando fechada, e ela foi a minha grande salvadora. Aquela passadinha no mercado ou na farmácia depois do trabalho deixaram de ser uma fonte geradora de sacolinhas!

2 – Manter um kit de utensílios reutilizáveis no trabalho. Como eu passo a maior parte dos meus dias na firma, não usar descartáveis para tomar café ou fazer lanchinhos era essencial. Montei o meu ‘kit’ com uma caneca de louça pequena, uma garrafa de plástico rígido, um prato de vidro e um set de talheres com garfo, faca e colher de inox. Usar copinhos ou pratinhos plásticos, nunca mais!

3 – Substituir a ‘quentinha’ por um pote plástico. Como eu aproveito o meu intervalo de almoço para ir à academia, acabo sempre comendo uma marmita servida na corrida no restaurante da esquina. Para deixar de gerar este mesmo lixo todos os dias – a quentinha de isopor, o potinho da sobremesa e a sacolinha que eles usavam para embalar tudo -, conversei com os donos do restaurante para que eu pudesse levar um pote plástico de casa. Eles não só aceitaram como apoiaram a ideia!

Iniciativas tão simples que rola até uma certa vergoínha por não ter começado antes. O que não quer dizer, repito,  que não tenham acontecido alguns deslizes ao longo deste mês – porque é impossível ser perfeito sempre, e o que importa é tentar!

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Photo by Sagar Chaudhray on Unsplash

No campo das dificuldades, o principal empecilho que eu enfrentei ao longo deste março sem plástico foi tomar atitudes quando fora da minha rotina habitual de trabalho. Lembrar de levar uma ecobag quando eu saía de casa sem bolsa – onde morava a minha ecobag dobrável – foi praticamente impossível. Nem colar um post it mega colorido na porta de saída adiantou – pelo menos ainda não. Mas eu sigo tentando. Uma hora, vai.

Além disso, convencer as pessoas com quem eu convivo a embarcar junto nessa também foi complicado. E eu sei que não foi por falta de boa vontade ou conhecimento da importância da iniciativa; acontece que mudar hábitos é uma tarefa difícil e que requer dedicação, e eu entendo que quem se comprometeu com o desafio fui eu, e não os outros. Não adianta se estressar tentando obrigar os demais: cada um tem o seu tempo. A gente lança a ideia no ar e tenta inspirar através do exemplo. Cedo ou tarde, quem tem interesse entra na mesma.

Enfim. Assim como nos desafios anteriores do ‘ano do sem‘, dou adeus ao nosso março sem plástico confiante de que seguirei tentando aplicar as lições que colhi durante este mês.

Para dar mais um passo nesta caminhada, ontem mesmo encomendei meu copo retrátil do Menos 1 Lixo e o canudo de vidro da Mentah, que assim que chegarem vão direto para a minha bolsa, pra que eu nunca saia de casa sem eles.

Devagarinho vamos longe!

Agora eu quero saber de vocês: mais alguém aí embarcou nesse março sem plástico junto comigo – ou já faz algo parecido? Bora trocar experiências nos comentários? 🙂

4 pensamentos

  1. Os cerca de 20 copos de plástico que eu usava pra tomar água por mês foram substituídos por um copo de vidro permanente, graças ao teu desafio. Obrigada por trazer essas pequenas revoluções aqui “pra firma”. ;*

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