#15 É preciso continuar

Tem dias que bate um desânimo, né? Uma vontade de fazer nada, só ficar quietinho, esperando o tempo passar. É assim que eu tenho me sentido ultimamente em relação à escrita.

Desde que comecei o blog – e finalmente abandonei a ideia de que precisava ter todo um planejamento de posts pra colocar ele no ar -, ajustei comigo mesma que a meta seria escrever, pelo menos, duas vezes por semana. Um objetivo bem simples e fácil de ser atingido, afinal, a ideia aqui é ter uma vida mais simples e prazerosa, e não criar novas fontes de estresse e preocupação.

Estava tudo indo muito bem – em algumas semanas, inclusive, cheguei a escrever mais do que duas vezes! -, até que…sei lá. Não sei explicar de outra forma a não ser dizer que bateu o desânimo, mesmo. Ainda tenho muitas ideias a compartilhar por aqui, diversos posts iniciados na pasta de rascunhos, mas parece que as coisas não estão fluindo. Não estou satisfeita com a minha produção. Ponto.

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Photo by Green Chameleon on Unsplash

Parte dessa insatisfação, penso eu, tem a ver com os resquícios de perfeccionismo que eu ainda carrego comigo – afinal, transformar-se em uma versão melhor de si mesmo é um processo lento, que envolve muitas idas e vindas. Eu sempre tive essa coisa de querer ser muito boa em tudo o que eu fazia – o que, convenhamos, é impossível. Salvo raras exceções, ninguém é excelente em tudo.

Nessa de querer ser sempre muito boa, durante muito tempo eu fugi de atividades nas quais eu julgava não estar me saindo tão bem quanto deveria – quando, na verdade, eu deveria compreender que somente praticando eu me tornaria melhor. Esse foi um dos meus grandes aprendizados de 2017, e graças a ele eu tenho me dedicado a diversas coisas que, em outras épocas, eu simplesmente teria abandonado logo nas primeiras tentativas. Este blog é uma delas.

Conversando com o Henrique sobre esses sentimentos, ele me falou uma daquelas coisas que parecem óbvias depois que nós ouvimos, mas que na verdade não são: nem sempre a gente vai fazer algo extraordinário. A vida é assim mesmo: às vezes a gente não tá no clima e as coisas simplesmente não rolam da melhor maneira. E tudo bem. O importante é continuar.

Se aquilo faz a gente feliz, vale a pena o esforço. Vale a pena porque, mesmo tendo escrito seis parágrafos inteiros de puro desabafo, eu estou orgulhosa de mim mesma por ter simplesmente tentado. E este orgulho faz com que eu me sinta mais confiante, e me sentindo mais confiante eu me sinto mais inspirada, e é assim que, devagar e sempre, eu vou atingindo meus objetivos.

Até a semana que vem. 🙂

2 pensamentos

  1. Uma das coisas mais boas de ler os teus textos é perceber que tu está vivendo o que tu diz viver. Dá para reconhecer a tua caminhada para uma vida mais intencional pela fuga dos padrões vistos na maioria dos blogs sobre assuntos parecidos. O que eu tenho para dizer é que amei a tua escrita e a energia que ela passa. Gratidão! ❤

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi, Letícia!!! Que coisas mais lindas que tu acabaste de escrever!! Muito obrigada pelas tuas palavras, é muito bom saber que estou conseguindo transmitir as lições que tenho tirado desta minha caminhada rumo a uma vida mais intencional. Grande beijo! ❤

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