#47 PÓ Indica: Essencialismo, um livro de Greg McKeown

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Talvez eu esteja andando com as pessoas erradas, mas nunca conheci ninguém que tivesse tempo sobrando nos seus dias. Na verdade, o que eu mais conheço são pessoas que dariam tudo para ter mais horas a cada dia, e nunca menos ou igual ao que elas já tem.

E não é preciso ir muito longe para buscar um exemplo vivo do que eu estou falando, já que eu mesma sou assim. Depois que criei o Parece Óbvio e decidi que iria escrever e gravar vídeos, foram raros os dias em que eu não fui dormir com a sensação de que havia faltado tempo para fazer tudo o que eu pretendia. E embora eu me esforce bastante para não me sentir mais assim, esse é um dos primeiros traços do meu velho eu que vem à tona quando estou distraída.

É justamente no campo de batalha entre o meu velho eu e a minha nova versão que entra a dica dessa semana. Mais um livro que vocês pre-ci-sam ler se desejam mudar de vida e conduzir as coisas de uma maneira mais simples e consciente: Essencialismo, de Greg McKeown.

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photo by Alex Loup on Unsplash

Como o próprio subtítulo do livro já denuncia – a disciplinada busca por menos -, o autor oferece todas as ferramentas para que nós consigamos identificar o que é de fato essencial na nossa vida e, a partir disso, eliminar todo o resto – abrindo espaço nos nossos dias e levando embora aquela sensação de que precisamos de mais horas além das 24 que já temos.

Aquele mesmo papo que eu já comentei no nosso post sobre o janeiro sem redes sociais, lembram? Na verdade, o nosso problema não é falta de tempo, e sim de prioridades. E como o livro deixa bem claro do primeiro ao último capítulo, se não tomamos a frente e definimos o que é importante na nossa vida, algo ou alguém fará isso por nós.

Agir como um essencialista, segundo o autor, é aprender a identificar o que é realmente essencial para nós e, sabendo disso, ter a coragem e a convicção suficientes para dizer não ao que não é. É poupar as nossas energias para colocá-las somente no mais importante. Nas palavras do próprio,

Só quando nos permitimos parar de tentar fazer tudo e deixar de dizer sim a todos é que conseguimos oferecer nossa contribuição máximo àquilo que realmente importa.

E assim como no minimalismo, onde o importante não é o número de bens que possuímos mas sim a importância – e o sentido – que eles tem na nossa vida, o essencialismo não tem nada a ver com quantidade, e sim com qualidade:

O essencialismo não trata de fazer mais; trata de fazer as coisas certas. Também não é fazer menos só por fazer menos. Éinvestir tempo e energia da forma mais sábia possível para dar sua contribuição máxima fazendo apenas o essencial.

E vocês, já leram este livro? E se ainda não leram, ficaram curiosos para saber um pouco mais sobre essas ideias? Vamos bater um papo nos comentários 😉



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