Categoria: viagens

#81 Minimalismo e viagens: o que eu levei na minha mochila para 26 dias na Europa

Quando eu digo que o minimalismo revolucionou a minha vida, não é exagero: antes de conhecer esse conceito, eu era o tipo de pessoa que viajava com uma mala pesadíssima e voltava com duas, ambas lotadas de roupas, lembranças e toda sorte que quinquilharias que eu encontrava pelo caminho.

Nesse processo de deixar de ser a pessoa que levava mais bagagens do que conseguia carregar para me tornar aquela que passa quase um mês levando só uma mochila, muitas mudanças aconteceram.

E a mais importante delas, que teve início quando assisti ao documentário sobre o minimalismo, foi a que me permitiu perceber que, passados os anos, pouco importavam as coisas que haviam feito tanto peso na minha mala; o que importava mesmo, e que havia ficado como lembrança da viagem, eram as experiências que eu tinha vivido.

Poderiam ser as malas de uma família inteira, mas era só eu viajando sozinha em 2013.

Chegando no Parece Óbvio agora? Para mais conteúdo sobre minimalismo, desenvolvimento pessoal e outros assuntos que podem ajudar você a ter uma vida mais leve, siga-nos também no facebook e no instagram!

Aprender a aplicar o minimalismo às minhas viagens tem sido um processo repleto de erros e acertos, mas já é um caminho sem volta.

Depois de viver a experiência de viajar leve pela primeira vez, combinei comigo mesma que nunca mais ia fazer de outra forma. E já que eu estou com viagem marcada para o próximo mês – na verdade, enquanto você lê este post, eu já estou lá! -, resolvi compartilhar com vocês como funciona uma mala minimalista na prática.

Serão 26 dias de viagem, 4 países, 9 cidades e uma mochila. Bora conferir tudo o que eu vou levar?

A serenidade no olhar de quem não vai precisar arrastar malas pesadas por aí

Mala minimalista: roupas

Para assistir ao vídeo onde eu dou 5 dicas para você arrumar uma mala minimalista, clique aqui.

Uma coisa que complicou um bocado a escolha das roupas que vão na minha mochila foi a questão do clima. Vamos chegar na Europa no final do outono/início do inverno, e as temperaturas estarão entre -1°C e 20°C.

Por motivos de minimalismo e praticidade, decidi que minhas “partes de baixo” serão só calças – isso mesmo: logo eu, a rainha dos vestidinhos, não vou levar nenhum!

Vou levar quatro calças, sendo que uma delas já vou estar vestindo no avião: uma molinha e confortável para os voos e trajetos de trem; uma jeans; uma preta; e uma legging.

Eu sinceramente acredito que não preciso de mais!

Como nossos primeiros destinos – Portugal e Itália – tem temperaturas mais amenas, meu “look padrão” será uma das calças + uma blusa básica de manga 3/4 ou manga comprida + cardigan ou casaco mais quente, dependendo do clima.

Pra isso, vou levar cinco blusas de manga 3/4 (sendo que uma eu já vou vestindo), três blusas de manga comprida e um cardigan preto (que não saiu na foto porque eu esqueci, sorry!).

Sentiram a “malandragem” de só levar cores neutras?

Na metade final da nossa viagem estaremos na Alemanha, onde costuma fazer mais frio.

Para enfrentar as temperaturas baixas, o “look padrão” será calça térmica + uma das calças que já mostrei + blusa térmica ou uma das blusas básicas que já mostrei + blusão de lã ou casaco fleece e jaqueta pena de ganso.

Na parte das roupas térmicas, vou levar quatro blusas e duas calças (todas pretas!).

Para as “camadas de cima”, dois blusões de lã (um preto, mais largo, e um cinza, mais justo e comprido), um casaco fleece preto e uma jaqueta pena de ganso preta.

Meu “kit de sobrevivência” para o frio: compacto, mas o suficiente!

Agora um quesito em que, se eu não estivesse tentando ser minimalista, poderia facilmente extrapolar: acessórios!

Vou levar um gorro (preto), um par de luvas (pretas), duas mantas pequenas (uma preta e uma cinza) e uma manta enorme que também serve como pala.

Ainda no setor roupas, também vou levar calcinhas e meias – não mais do que oito unidades e/ou pares, já que a ideia é ir lavando -, sutiã e um pijama.

Preciso confessar que nem eu acredito que estou levando tão poucos acessórios!

Mala minimalista: calçados

No quesito sapatos, menos é mais mas também é menos: menos dores, menos desconfortos e menos arrependimentos do tipo “meu-deus-por-que-eu-fui-sair-com-esses-calçados-de-casa”.

Minha experiência em passar trabalho com sapatos desconfortáveis me ensinou o quanto uma má escolha pode estragar um dia de passeio.

Justamente por isso, resolvi prezar pelo conforto e vou levar um par de tênis esportivos (que já vou estar calçando no avião), um par de botinhas baixas e um par de chinelos. E só.

Pra que mais sapatos, se eu só tenho dois pés? Kkk

Mala minimalista: diversos

Mas não é só de roupas se faz uma mochila, né? Além de tudo o que já mostrei, também vou levar duas necessaires: uma com maquiagens e produtos de higiene/beleza; e outra com remédios.

Na nécessaire de maquiagens e higiene/beleza: protetor solar, pó, blush, pincel, lápis, rímel, batons (um vermelho e dois mais neutros, cor de boca), lenços demaquilantes, presilhas de cabelo, xampu, condicionador, sabonete, lâmina, touca de banho, desodorante, perfume, fio dental, creme dental e escova de dentes.

Já na de remédios, um verdadeiro kit de primeiros socorros para qualquer situação, de dores de cabeça à infecção intestinal.

Reparem que grande parte dos produtos são miniaturas – caso eles acabem durante a viagem, eu compro outro por lá mesmo

Outras miudezas que também vou levar: adaptador de tomadas, kindle, secador de cabelo, saquinho para lavar roupas sensíveis (que também serve para roupa suja!), ecobag, copo e canudo reutilizáveis, sombrinha portátil, caderno e caneta.

Isso, é claro, sem mencionar o meu celular e o carregador – afinal, o Parece Óbvio precisa continuar, né!

Bagagem de mão

Importante: mesmo me esforçando para aplicar o minimalismo na arrumação da minha mochila, terei de despachá-la em função do tamanho.

Por isso, além do mochilão, também vou levar como bagagem de mão a minha mochila velha de guerra da Jansport (a mesma da primeira foto desse post!), onde vão todas as minhas coisas de valor, as necessaires sem itens líquidos e uma ou duas mudas de roupa (entre aquelas que eu já mostrei).

Chegando no destino, coloco tudo o que está na mochila de mão – inclusive ela, que pode ser dobrada quando vazia –  de volta para dentro do mochilão .

-—————-

Ufa! Espero não ter esquecido de nada 😛

O que vocês acharam? Tem algo que levariam a mais ou a menos?

Para acompanhar o dia a dia da nossa aventura de 26 dias na Europa, não deixem de acompanhar o Parece Óbvio também pelas redes sociais – estamos no facebook e no instagram!

E se você ficou curioso para saber como eu faço para arrumar uma mala minimalista, tem vídeo no nosso canal dando 5 dicas para você viajar mais leve:

#79 PÓ Viaja | Atacama | Trekking de Guatín + Termas de Puritama, uma ótima combinação

Nem eu acredito que estou escrevendo isso, mas sim, hoje é dia de mais #PÓviaja no aaar! Antes tarde do que nunca, né? rs

Depois de dividir com vocês os detalhes sobre os tours aos Geysers El Tatio, às Lagunas Altiplânicas, à Laguna Cejar e ao Valle de la Luna, hoje é a vez de falar sobre outra experiência inesquecível que vivemos no deserto: o combo Trekking de Guatín + Termas de Puritama! Read More

#62 PÓ Viaja | Atacama | Escolhendo a agência e os passeios (com valores!)

Não consigo pensar em outra forma de começar este texto que não suspirando de saudades: ah, o Atacama…!

Como contei pra vocês nos outros posts da série #PÓviaja, conhecer o deserto era um sonho antigo meu e do Henrique, acalentado desde o dia em que assistimos a um vídeo e ficamos simplesmente hipnotizados com todas aquelas paisagens. Read More

#58 PÓ Viaja: Chile, da decisão ao embarque

Ainda estou tendo dificuldades para superar o fato de que as férias – e esta viagem – chegaram ao fim. Como quem acompanha o Parece Óbvio pelo Facebook já sabe – e se você ainda não está por lá, faça o favor de dar o seu like para não perder nenhuma novidade! -, eu e Henrique estivemos no Chile, curtindo uma das experiências mais incríveis que já tivemos oportunidade de viver. Read More