#92 O minimalismo é o caminho – e não o destino

“Quantas peças posso ter no meu armário? Três pares de tênis é demais ou eu posso ficar com todos? Na cozinha, o que é e o que não é essencial? E os meus livros?! Como vou me desfazer se gosto tanto deles?”

Na mesma medida em que cresce o interesse das pessoas pelo minimalismo, crescem também as dúvidas sobre o que pode e o que não pode nesse estilo de vida.

E embora algumas regras possam ser úteis para quem está começando a sua caminhada minimalista, devemos ter cuidado para não transformar a necessidade de deixar ir em um fardo tão pesado quanto o apego às nossas coisas.

Afinal, como quem acompanha o Parece Óbvio já sabe, o minimalismo é uma filosofia que está aí para tornar a vida mais simples – e não ainda mais complicada. Por que tantas regrinhas aparecem no caminho, então?

(photo by unsplash)

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Muitas podem ser as respostas a essa pergunta. Mas se nós tivéssemos de arriscar apenas uma como o principal motivo para toda essa confusão de podes e não podes, seria o fato de que muitas pessoas ainda veem o minimalismo como um destino – quando, na verdade, ele é o caminho.

Olhar com sinceridade para tudo o que você tem, identificar o que realmente importa e eliminar o não essencial são atitudes que passam a ser muito mais fáceis quando praticadas em prol de algo maior. Tornar-se minimalista é simples quando você aprende a ver esse estilo de vida como um meio para chegar onde você quer – e não como um fim em si mesmo.

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E assim como temos bagagens e histórias diversas, também são diversos os destinos a que podemos chegar através do minimalismo. Justamente por isso, é tarefa impossível definir regras sobre o que é e o que não é permitido: se não sabemos onde o outro deseja chegar, não podemos dizer qual estrada ele deve tomar.

Dessa forma, o processo de desapegar – ou de destralhar, como se diz no universo minimalista – é algo extremamente pessoal e único, pois só você pode saber o que é e o que não é essencial no estilo de vida que deseja cultivar.

Dar adeus às suas coisas fica leve quando você tem escolha sobre o que vai e o que fica, e entende que está fazendo isso com o objetivo de liberar tempo, espaço e energia a algo muito mais importante.

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Por isso, se você está pensando em se tornar minimalista, talvez a primeira pergunta a ser feita não seja o que você pode e o que não pode ter, e sim onde você deseja chegar.

Preocupar-se em excesso com coisas – seja em acumular ou em livrar-se delas – não é minimalismo.

No fim do dia, pouco importa se você foi um bom ou um mau minimalista – afinal, importante mesmo é o que você conseguiu construir graças a esse estilo de vida.

Quem aí concorda?



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comentários


2 Comments

  1. Acho que tem muita gente que se diz minimalista que tem apego a policiar a vida dos outros. Vejo isso em alguns grupos de Facebook, tudo que se posta vem seguido de vários comentários críticos e cheio de regras de “isso não é minimalismo”. se o minimalismo é ter o essencial para cada um, como posso dizer categoricamente o que pode e o que não pode?
    Já fui criticada por dizer que gosto de guardar dinheiro…

    • Isso realmente é um problema, Ana! É impossível afirmar categoricamente o que não é e o que não é o minimalismo justamente pq a escolha do que é essencial é muuuito pessoal. Infelizmente algumas pessoas ainda não entendem isso, então temos que focar em quem entende e respeita nossas decisões 🙂

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