#88 O que viver ‘sem’ me ensinou sobre liberdade

Enquanto alguns consideram o desafio de viver sem um verdadeiro sacrifício, eu acredito que essa pode ser uma experiência bastante positiva em muitos sentidos.

Dispor-se a experimentar como seria a vida sem certos costumes ou facilidades que normalmente fazem parte da nossa rotina é uma excelente oportunidade de aprender mais sobre a gente mesmo – e sobre como mesmo no exercício da privação também pode existir liberdade.

Como quem acompanha o Parece Óbvio há algum tempo já sabe, esse foi justamente o tema do desafio que resolvi enfrentar ao longo de 2018, que chamei de ‘ano do sem‘: durante vários meses, escolhi hábitos e coisas que considerava prejudiciais para o estilo de vida minimalista que desejo cultivar e me propus a viver 30 dias sem aquilo – uma ideia simples na teoria, e que se mostrou reveladora na prática!

Chegando no Parece Óbvio agora? Para mais conteúdo sobre minimalismo e desenvolvimento pessoal, inscreva-se no nosso canal no YouTube, siga o nosso perfil no Instagram e curta a nossa página no Facebook!

Embora eu não tenha sido tão fiel ao ‘ano do sem‘ quanto gostaria – em outubro desisti e simplesmente parei de escrever sobre a experiência -, a verdade é que o tempo em que eu levei a sério o desafio foi suficiente para me convencer da importância de estarmos constantemente questionando o que é realmente essencial no nosso dia a dia.

Isso porque, diferente do que muitas pessoas podem pensar, o exercício de viver sem não é uma experiência de privação – pelo menos não exclusivamente. Embora envolva abster-se de algo, assumir um desafio como esse também é – e foi para mim – uma chance de liberdade.

Depois de alguns meses vivendo sem hábitos e coisas que normalmente ocupavam um grande espaço na minha rotina – e de perceber a dificuldade que era passar por esse jejum -, comecei a entender que, em muitas situações, eu só imaginava ser livre – mas na verdade não era.

O fato é: quanto mais difícil viver sem algo – seja esse algo um costume, um objeto ou o que quer que seja -, maior é o controle que aquilo tem sobre nós e, consequentemente, menor a liberdade que temos na situação.

Ou, em outras palavras: se temos algo em nossa vida que não podemos viver sem, esse algo é o que nos controla – e não nós mesmos.

Assim, se queremos ser pessoas verdadeiramente livres e sentar ao volante da nossa jornada , precisamos estar dispostos a abraçar o desconforto de experiências como essa para descobrir quem realmente está no controle – afinal, somos nós ou são os nossos hábitos?

E é por isso que eu insisto tanto para que todo mundo se dê a chance de passar pelo menos uma vez pela experiência de viver sem.

Não precisa ser por um ano nem por um mês: uma semana ou até um dia serve.

Basta escolher um hábito ou alguma coisa sem a qual você não se imagina e ficar aberto às lições que o exercício pode – e certamente vai – trazer.

Façam o teste e depois me contem o que acharam! 😉

Caso esteja precisando de inspiração para escolher um tema para a sua experiência de viver sem, todos os textos do nosso desafio podem ser lidos aqui



compartilhe




posts relacionados



comentários


Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *