#83 Minimalismo e viagens: como foi viajar só de mochila?

Nós ainda estávamos no topo das escadas quando o barulho do metrô chegando à plataforma começou a soar. “Corre que dá pra gente pegar esse mesmo”, ele falou. E mesmo sem nunca ter entendido direito essas pessoas que correm para pegar um transporte que passa de cinco em cinco minutos – não é só esperar pelo próximo? -, eu fui.

Nem pensei muito – só fui.

Ou melhor, fomos: eu, meu mochilão e aquela liberdade que só quem consegue aplicar o minimalismo às suas viagens – e levar tudo de que precisa nas costas – pode aproveitar.

A tranquilidade no olhar de quem só tem uma mochila para carregar!

Chegando no Parece Óbvio agora? Para conferir tudo o que eu levei no meu mochilão, clique aqui. Para assistir ao vídeo onde eu dou 5 dicas para você arrumar uma mala minimalista e viajar mais leve, clique aqui.

Se você não entendeu nada do que eu escrevi até aqui, explico: em novembro deste ano, eu e Henrique, meu noivo, passamos 26 dias mochilando pela Europa. Foi a nossa primeira experiência viajando só de mochila por um tempo maior do que um final de semana, e eu estava bastante empolgada para descobrir como seria viver quase um mês testando na prática o conceito de ‘mala minimalista’.

Foram quatro países, dez cidades, muuuitos quilômetros rodados e um só sentimento: como eu pude demorar tanto tempo para abandonar aquelas malas pesadas e começar a viajar assim?

E como eu acredito que coisas boas devem ser compartilhadas, no post de hoje vou contar pra vocês aquelas que, pra mim, foram as maiores vantagens em viajar só de mochila – e por que eu só quero fazer assim daqui pra frente!

Henrique de boas com sua mochila no metrô de Roma

Lembram da cena do metrô? Pois então: a corrida deu certo – conseguimos pegar o tal do trem. E foi ali, antes mesmo de completar 24 horas fora de casa, que eu conheci a primeira grande vantagem em viajar só de mochila: a mobilidade que levar tudo nas costas permite.

Com quase 28 anos de experiência em arrastar malas pesadas por aí, poder me movimentar com agilidade mesmo levando a minha bagagem foi uma super novidade. Tendo apenas uma mochila para carregar, tudo foi muito mais fácil – e rápido!

É claro que, conforme a viagem ia chegando ao fim, aquela disposição para caminhar com o mochilão nas costas foi diminuindo. Embora o peso continuasse exatamente o mesmo do primeiro dia, o corpo já estava cansado – e o fato de ter ficado doente duas vezes também não ajudou.

Mesmo assim, isso não foi nada que me impedisse de carregar a mochila com facilidade – coisa que, no tempo em que eu viajava de mala, não era nem uma possibilidade.

O resfriado e o cansaço atrapalharam, mas não me impediram de seguir carregando o mochilão!

E por falar em tempo…essa foi outra grande vantagem em viajar só de mochila: o tempo que nós poupamos por não ter tantas coisas com que nos preocupar.

Além do lance da agilidade para se locomover, o fato de levar apenas um mochilão também contribuiu para diminuir consideravelmente o tempo que nós gastávamos arrumando os nossos pertences durante a viagem.

Tanto na chegada quanto na saída de qualquer destino, em menos de 10 minutos nós já estávamos com tudo pronto para pegar a estrada!

E não era só nessas horas que a ‘mala minimalista’ mostrava o seu valor: por limitar a quantidade de roupas que nós podíamos levar, ela também nos fez ganhar muito tempo no dia a dia da viagem – tendo poucas opções, não perdíamos nem um minuto pensando no que vestir!

Preparadas para enfrentar a chuva em Roma! kkk

Por último, mas não menos importante…a liberdade! Se eu tivesse de escolher uma palavra para resumir todas as vantagens em viajar só de mochila, certamente seria ela.

Liberdade para se movimentar e para fazer o que você quiser com o tempo que sobra, mas também – e principalmente! – para acreditar que sim, você pode viver com muito menos do que imagina.

Estes 26 dias certamente entraram para a lista de melhores da vida. Conheci lugares incríveis e curti cada segundo da oportunidade de estar lá – e as roupas que eu estava vestindo, que eram sempre as mesmas, não fizeram a mínima diferença na minha experiência.

Aplicar o minimalismo à minha viagem só me fez ter ainda mais certeza do quanto nós nos tornamos livres ao escolher valorizar momentos, e não coisas. Quanto menos peso carregamos – tanto na mochila quanto na mente -, mais liberdade temos para viver.

Pausa pra selfie! 🙂

Enfim…acho que nem preciso dizer o quanto me surpreendi – e me apaixonei – pela experiência de viajar só de mochila, né?

E digo mais: mesmo levando muito menos coisas do que o habitual – e já estando super orgulhosa de mim por isso -, durante a viagem percebi que poderia ter levado ainda menos! Tudo na vida é um processo – e eu tenho certeza de que um dia vou olhar para esse post e me perguntar como eu conseguia viajar com tanto peso nas costas (para os curiosos, minha mochila pesou 8,6 kgs).

Agora eu quero saber de vocês: quem aí já viajou só de mochila? Concordam com as vantagens que eu apontei? Quem nunca viveu essa experiência e se animou a tentar? Vamos trocar essa ideia nos comentários!



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comentários


4 Comments

  1. Gabriela Dias Vicente

    Muito legal você nos contar toda sua experiência, estou encantada!
    Você poderia falar sobre seu roteiro durante esses dias?
    Obrigada!

    • Oi, Gabriela! Obrigada pelo comentário <3 na quinta-feira vou começar a postar uma série de vídeos sobre a viagem lá no nosso canal no Youtube! Fomos a Lisboa, Roma, Florença, Milão, Veneza, Munich, algumas cidadezinhas do sul da Alemanha e Berlim. 😉

  2. Luciana Ortiz Frederico

    Você me inspirou a tentar preparar uma mala com menos coisas pra próxima viagem. Não gosto de sair com mala grande e ver que não uso a maior parte das coisas que levo.

    • Oi, Luciana! Pois é, na maior parte das vezes a gente acaba não usando tudo o que leva, e as coisas só ocupam espaço e fazem peso na mala! Obrigada pelo comentário. <3

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