#8 O adeus às minhas coisas

Embora o título desse post mencione o adeus às minhas coisas, ele poderia muito bem se chamar “o adeus ao meu velho eu”. Porque foi exatamente assim que eu passei a me sentir na medida em que ia dando menos espaço – e importância – a todos os itens materiais que se acumulavam na minha vida.

É interessante notar que, mesmo nunca tendo sido uma daquelas pessoas que se pode chamar de acumuladora, eu ainda assim tinha muita coisa. Muita. Coisa. Mesmo. Era uma quantidade que nem a minha relativa facilidade em desapegar dava conta de controlar. Especialmente nas roupas, que era onde isso se tornava mais evidente, eu vivia selecionando peças para doação, mas continuava tendo muito – aliás, mesmo depois de diversos meses focada nessa ideia de minimalizar as minhas posses, eu continuo tendo bem mais do que o necessário (mas isso é assunto pra outro dia).

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Meu guarda-roupas já melhorou bastante, mas segue sendo um desafio

Confesso: não era como se eu não soubesse que eu tinha muito. Eu sabia sim. Eu só não enxergava o quanto isso era um problema que me afastava da sensação de paz que eu tanto buscava. Parece papo de hippie, mas eu juro que é verdade: nós não temos ideia do fardo que as nossas coisas representam até o momento em que começamos a nos livrar delas. Acreditem.

Foi só depois de retirar uma boa parte do que eu tinha nos meus armários que eu comecei a perceber o quanto de tempo e energia aquilo me consumia. Coisas que eu guardava simplesmente pelo hábito de guardar, mas que não tinham uma verdadeira utilidade na minha vida: roupas e calçados que já não me serviam ou dos quais eu havia simplesmente enjoado, livros que eu já havia lido – e até alguns que eu nunca havia lido – e que só acumulavam poeira, utensílios de cozinha que nunca eram colocados na mesa, e uma infinidade de outros itens que eu já nem me lembro mais. Tudo se foi e deu espaço a um grande alívio.

Tem uma frase do Joshua Becker, do blog Becoming Minimalist, que sintetiza a ideia: “talvez a vida que você sempre quis esteja enterrada debaixo de tudo o que você possui“. Grande verdade. Ao longo deste processo, e até ainda hoje, a cada coisa que sai da minha casa – seja na forma de doação ou de venda -, é como se eu estivesse um passo mais próxima de uma vida simples, leve e feliz – que é exatamente a vida que eu quero ter.

Para quem se identificou com alguma parte do meu desabafo e quer saber mais como dar adeus às suas coisas, no próximo post eu vou trazer algumas dicas práticas que foram bastante úteis no meu processo de “destralhe”. Se você já passou por algo parecido ou sempre teve vontade de fazer o mesmo mas faltou coragem, conte aí nos comentários! Vamos dividir experiências! 😉



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