#76 O que aprendi ficando um mês sem carne | Desafio ‘2018, o ano do sem’

Acabou a espera! Chegou a hora de compartilhar com vocês tudo o que aprendi ao longo do último desafio do ‘ano do sem‘ – o agosto sem carne!

Será que foi tão difícil quanto eu imaginava que seria? Ou será que foi tão fácil que eu decidi estender a experiência e me tornar vegetariana?

Todas as respostas estão neste post! 🙂

Chegando no Parece Óbvio agora? ‘Ano do sem‘ é o nome da série de desafios que eu resolvi enfrentar ao longo de 2018. A cada mês, eu escolho um hábito, vício ou coisa para viver sem, de modo a tornar a minha vida cada vez mais simples e intencional. Para ler mais sobre a experiência, clique aqui.

Sem carne, mas com muitas opções! (photo by Unsplash)

Mês sem carne: as regras

Para ler o post onde eu lancei o desafio do agosto sem carne, clique aqui.

Assim como nos outros desafios do ano do sem, a minha ideia com o agosto sem carne era passar um mês sem estes alimentos para tentar entender qual o papel que eles desempenhavam na minha vida.

Afinal, a carne era mesmo um elemento tão essencial nas minhas refeições? Ou eu podia muito bem viver sem ela?

Para descobrir a resposta, a única regra que eu estabeleci foi a de não consumir carnes de qualquer tipo. Outros alimentos de origem animal – como laticínios e ovos – estavam liberados. Afinal, aqui no Parece Óbvio nós damos um passinho de cada vez, né?

(photo by Unsplash)

Primeiras Impressões

E o que de fato eu aprendi vivendo um mês sem carne?

Como vocês devem imaginar, foram muitos os aprendizados que acabaram surgindo ao longo do desafio. E se eu tivesse de resumir todos em poucas palavras, eu diria que a principal lição foi a de que ficar sem carne não é tão difícil quanto parece – o que não quer dizer que essa seja uma tarefa fácil, é claro.

Neste ponto, acredito que tenha me ajudado o fato de eu não ser daquelas pessoas loucas por carne – mesmo antes da experiência, ela já não era tão presente nas minhas refeições.

Justamente por isso, essa etapa do ano do sem não foi o grande bicho de sete cabeças que eu pensava que seria antes de começar.

(photo by Unsplash)

As dificuldades

O que não quer dizer que tenha sido fácil, né?

Não foi um mês sem dificuldades. E entre todos os obstáculos que eu precisei enfrentar ao longo do agosto sem carne, acredito que o mais complicado tenha sido a minha falta de organização.

Porque por mais que a carne já não fosse tão presente no meu dia a dia antes do desafio, o fato de ela estar proibida exigia que eu pensasse nas minhas refeições com muito mais atenção do que o habitual – e isso demandava um planejamento que eu não estava preparada pra dar conta.

(photo by Unsplash)

Mas o curioso é que, ao mesmo tempo em que essa questão do planejamento foi uma dificuldade, ela também foi um dos maiores aprendizados que eu tive com o desafio.

Minha falta de organização me fez perceber a grande diferença entre uma refeição preparada às pressas, sem atenção, e um prato elaborado com consciência. Nos poucos dias em que eu consegui planejar e cozinhar o que havia previsto, a experiência nem se comparava aos meus dias de preguiça e sanduíches de pão e queijo! (rs)

Para quem também enfrenta esta dificuldade em se organizar, uma boa alternativa é a criação de um cardápio semanal, ou mensal. Eu até tentei montar o meu, mas não deu muito certo. No momento, esse tipo de estratégia ainda não rola lá em casa – mas nós vamos continuar tentando colocar em prática. Uma hora vai!

Para quem se interessou pela ideia de criar um cardápio semanal, a Luana, do canal Simplease, ensina o passo a passo neste vídeo.

(photo by Unsplash)

As falhas

E como quem acompanha o Parece Óbvio pelo Instagram já sabe, esta não foi uma experiência sem falhas.

Comi carne três vezes durante o desafio: no dia 21 de agosto, aniversário do meu pai; no dia 27 de agosto, em um happy hour com amigas; e também no dia 28 de agosto, durante a cobertura de um evento para o trabalho.

Em todas as situações eu tinha a opção de não comer carne, mas eu queria comer – e então eu comi.

E tudo bem!

Em vez de me condenar pela falha, escolhi me perdoar pelo desvio no caminho. Afinal, na maior parte do tempo eu estava me esforçando para cumprir o desafio – e se em uma ou outra oportunidade o meu esforço não foi o suficiente, tudo bem.

Porque se tem uma coisa que eu aprendi ao longo de todos esses meses de ano do sem, foi a importância de ser mais gentil comigo mesma. Tropeçar faz parte da caminhada – o importante é seguir caminhando!

(photo by Unsplash)

E agora?

E se você leu tudo até aqui pensando que agora eu diria que resolvi me tornar vegetariana, sinto desapontá-lo.

Embora lá no início eu tenha ventilado a hipótese de encarar o agosto sem carne como um primeiro passo rumo a uma dieta ovolactovegetariana, todas as dificuldades que eu enfrentei ao longo da experiência me fizeram concluir que eu ainda não estou pronta para fazer essa transição. E, mais uma vez, tudo bem.

Isso quer dizer que eu vou voltar à estaca zero e ir correndo para a churrascaria mais próxima? É lógico que não.

Quando eu digo que não resolvi me tornar vegetariana depois do desafio, o que eu quero dizer é que, neste momento, ainda não me sinto preparada para me comprometer com essa mudança. E só.

Sigo respeitando e admirando muito quem faz esta escolha, e vou continuar me esforçando para cada vez mais reduzir o papel da carne na minha vida – e tenho certeza de que, cedo ou tarde, vai chegar o dia em que vou me sentir segura o suficiente para assumir esse compromisso.

Mas assim, sem pressa.

Tudo no seu – e principalmente no meu – tempo.

Ainda não cheguei lá, mas admiro quem abraça essa causa! (photo by Unsplash)

Enfim…

Este foi o relato sincerão de tudo o que eu aprendi – e refleti –  ao longo de mais um desafio do ano do sem.

Para quem ficou interessado em saber como foi o dia a dia da experiência, (quase) tudo o que eu comi durante este mês está salvo nos destaques do nosso Instagram, no ícone ‘sem carne’.



Agora eu quero saber de vocês: quem já fez – ou tem vontade de fazer – algo parecido? Alguma dica ou experiência a compartilhar? 
Vegetarianos, sugestões para quem está começando nessa caminhada?

Vamos conversar nos comentários! 🙂



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