#75 Desafio ‘2018, o ano do sem’: setembro sem reclamar

É isso mesmo que vocês estão lendo: nosso novo desafio do ‘ano do sem‘ será um mês inteirinho dedicado a não reclamar.

Afinal, sejamos honestos: se reclamar fosse um esporte olímpico, nós certamente seríamos atletas da modalidade.

Se chove, reclamamos do frio; se faz sol, reclamamos do calor: seja qual for a situação, nós sempre conseguimos encontrar um motivo para reclamar – até mesmo quando não existe nenhum.

Chegando no Parece Óbvio agora? ‘Ano do sem‘ é o nome da série de desafios que eu resolvi enfrentar ao longo de 2018. A cada mês, eu escolho um hábito, vício ou coisa para viver sem, de modo a tornar a minha vida cada vez mais simples e intencional. Para ler mais sobre a experiência, clique aqui.

Se reclamar fosse um esporte, você seria atleta ou amador? (photo by Unsplash)

O que me fez escolher este tema foi perceber o quanto reclamar tem se tornado um hábito para muitas pessoas – inclusive eu.

Reclamamos involuntariamente, em modo automático, sem nem pensar no que estamos fazendo. Quem nunca reclamou do clima – ou do trânsito, ou das pessoas… – apenas por costume, para puxar papo ou evitar um silêncio constrangedor?

Eu, pelo menos, já fiz isso várias vezes. E é para deixar essa mania chata para trás que eu estou lançando agora o desafio do setembro sem reclamar.

Atire a primeira pedra quem nunca reclamou de ter que lavar a roupa (photo by Unsplash)

Porque reclamar, além de ser chato, é improdutivo. Reclamar não resolve nada.

Aliás, não só não resolve como torna tudo ainda pior: ao escolher colocar a atenção naquilo que nos desagrada, automaticamente deixamos de lado todos os motivos que temos para fazer justamente o contrário, que é agradecer pelas coisas boas que existem na nossa vida.

E uma vez que aquilo que nós percebemos como realidade é o resultado direto da maneira como nós escolhemos olhar para as situações que acontecem conosco, vocês podem imaginar o verdadeiro inferno que se torna a vida de quem escolhe reclamar só por esporte.

Reclamar do clima: um clássico universal (photo by Unsplash)

Quando escolhemos reclamar, transformamos a nossa realidade. Para pior.

E não, eu não estou dizendo que as nossas reclamações efetivamente mudam o jeito que as coisas são. Não é isso. O que elas fazem é mudar o jeito que nós enxergamos e interpretamos essas coisas. E isso faz toda a diferença.

Se o dia amanhece chuvoso e escolhemos reclamar disso apenas porque sim, iniciamos a nossa jornada em um clima tão negativo que é como se o aspecto ruim de todas as situações aparecesse em um grande letreiro neon bem diante dos nossos olhos.

É um verdadeiro ciclo sem fim: quanto mais reclamamos, mais motivos encontramos para reclamar.

Você pode substituir as suas reclamações por um bom livro, por exemplo! (photo by Unsplash)

Em contrapartida, quando escolhemos voltar a nossa atenção para o que há de bom – ou apenas ignorar o que há de ruim – nas situações, jogamos o nosso astral lá para cima e criamos um clima positivo que deixa tudo mais leve.

Usando mais uma vez a metáfora do dia chuvoso, podemos escolher colocar a nossa atenção em todas as comodidades que temos para enfrentá-lo – a possibilidade de usar algum tipo de transporte, um guarda-chuvas, um par de galochas… – ou apenas lembrar que nenhuma reclamação é capaz de mudar a previsão do tempo.

A partir do momento em que conseguimos colocar isso em prática, pouco importa se faz sol ou chuva lá fora. Seja qual for a situação, ela não vai nos abalar.

E é justamente para quebrar esse ciclo de negatividade – e tornar a realidade mais positiva para nós e para todos que nos rodeiam – que eu estou assumindo este desafio e lançando o convite para que vocês também venham comigo neste setembro sem reclamar.

Assim como no desafio anterior, vou compartilhar o dia a dia da experiência lá no perfil do Parece Óbvio no Instagram – e se você ainda não nos segue por lá, está aí a oportunidade de começar!

Quero muito saber se vocês já fizeram alguma experiência parecida – ou se eu consegui inspirá-los a começar junto comigo. Vamos conversar sobre isso nos comentários? 🙂



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