#71 Mindfulness: cinco dicas simples para você começar a meditar hoje mesmo

Se você estava à espera de um sinal dos céus para finalmente começar a meditar, aqui está o seu sinal. 😉

Desde o momento em que comecei a levar mais a sério a minha prática de meditação – o que inevitavelmente me levou a perceber todos os benefícios que ela pode gerar -, me tornei uma verdadeira missionária da palavra do mindfulness.

Meditar me faz bem de uma forma que eu nem sabia que era possível. Eu me sinto mais atenta, mais tranquila e muito, mas muito mais leve. É como se a minha vida tivesse se tornado mais fácil – embora eu saiba que nada nela mudou, apenas eu mesma.

Tendo descoberto isso, agora me sinto no dever de convidar todo mundo que conheço a entrar nesse universo do mindfulness junto comigo. Porque coisas boas assim nós não podemos deixar guardadas: precisamos compartilhar! 

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photo by Unsplash

Quem acompanha o Parece Óbvio há mais tempo já sabe, mas a minha relação com o mindfulness começou no início deste ano, quando participei do Programa de Redução de Estresse e Ansiedade promovido pela Sati Consciência Plena.

Na época, até escrevi um post falando sobre por que eu achava que todo mundo deveria dar uma chance à técnica:

Quem nunca teve a impressão de que a sua mente estava em um lugar completamente diferente do seu corpo? Ou reagiu impulsivamente a alguma situação de conflito, sem nem pensar no que estava fazendo?

 

Basicamente, o que o mindfulness faz – e fez por mim durante o curso, e segue fazendo durante as práticas – é buscar  trazer o nosso foco, tanto físico quanto mental, para o agora.  É criar momentos de pausa para observarmos a nós mesmos, o que estamos sentindo e o que estamos pensando.

 

Um exercício incrível de auto-observação e, mais do que isso, de autoconhecimento.

Hoje, passado meio ano desde o início dessa caminhada, me sinto segura para dizer que participar da experiência oferecida pela Sati realmente mudou minha vida.

Em tempos tão cheios de pressa e ansiedade como os nossos, ter a oportunidade de parar e observar o que se passa dentro de nós mesmos pode ser extremamente revelador.

Para dividir com vocês um pouco do que aprendi ao longo desta jornada – a qual, aliás, está recém no início! -, hoje trago cinco dicas simples para quem quer entrar neste universo do mindfulness mas não sabe por onde começar.

Se eu soubesse delas há um tempo atrás, certamente teria começado antes. 🙂

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essa sou eu apenas fazendo pose e fingindo que estou meditando

1) Desista de tentar “esvaziar” a sua mente 

Este é um dos maiores mitos relacionados à meditação, e apegar-se a ele só vai deixá-lo frustrado.

Em vez de tentar eliminar completamente os seus pensamentos – o que é impossível -, entenda que o mindfulness é sobre aprender a observar seus pensamentos e a aceitá-los como eles são, sem julgamentos.

Uma boa estratégia para quem está começando é imaginar que os seus pensamentos são como as cenas exibidas em uma tela de cinema, enquanto você é o espectador sentado na plateia.

 

2) Respeite os limites do seu corpo

Talvez você não consiga reproduzir aquela cena super instagramável do meditador sentado na posição de lótus, com as costas eretas e os ombros relaxados – e tá tudo bem.

Toda pessoa tem as suas particularidades e limites, e isso não deve ser um empecilho para você começar a meditar. O importante é que você encontre uma posição em que consiga ficar, ao mesmo tempo, relaxado e alerta.

Vale sentar no chão ou em uma cadeira, com ou sem apoio para as costas, ou até mesmo deitado – embora, neste caso, você possivelmente vá cair no sono.

Eu, por exemplo, me sinto confortável meditando na cadeira com uma almofada nas costas para ajudar a sustentar a coluna. E isso eu só consegui descobrir conforme fui praticando!

 

3) Valorize cada minuto

Aqui, o problema não é nem a falta de tempo: encaixar a meditação na sua rotina e torná-la um hábito é realmente uma tarefa complicada, principalmente porque essa é uma atividade nova e completamente diferente de tudo o que estamos acostumados.

Justamente por isso, você não precisa dedicar tanto tempo à sua prática de início. Comece com pouco – todo minuto conta! – e, conforme for se acostumando, aí sim aumente o seu tempo.

No meu caso, três minutos por dia eram o limite logo que eu estava começando; hoje, quanto tento meditar por apenas 15 minutos, sinto como o se o meu corpo estivesse pedindo por mais.

 

4) Não espere pelas condições ideais

Outro mito que só vai fazer você adiar o seu primeiro passo no mindfulness: a ideia de que são necessários um momento e um local ideais, completamente silenciosos e livres de interrupções.

Não vou mentir que deve ser mais fácil sim meditar em uma praia deserta ou no meio de um campo florido, mas essa infelizmente não é a realidade diária de ninguém que eu conheço – então, resta trabalhar com o que temos.

Vale o quarto ou a sala de casa, o carro estacionado na garagem ou até mesmo o banheiro da firma – por que não?

A mesma coisa vale para o horário: embora grande parte das pessoas tenha preferência por meditar pela manhã, há quem opte por encaixar as suas práticas em outros momentos do dia.

Depois de testar várias opções, a que mais funcionou para mim foi as 19h, logo que chego em casa do trabalho. Assim como a questão da postura, esse é outro ponto que você só vai descobrir praticando!

 

5) Tenha paciência e seja gentil com você mesmo

Por último mas não menos importante, a dica que é um dos grandes mandamentos para quem medita, seja iniciante ou veterano na prática: adote um olhar paciente e gentil sobre você mesmo.

Ninguém disse que seria fácil – e de fato não é. Pode ser que você caia na tentação de pensar que está fazendo algo errado, ou que está demorando demais a perceber os resultados. É assim mesmo.

Não dê ouvidos a esses pensamentos e siga praticando, com disciplina e persistência.

Se você fizer isso, cedo ou tarde a sua capacidade de auto-observação vai estar mais desenvolvida e você vai começar a notar as mudanças. Pode confiar.


Por fim, uma dica bônus: embora a prática de mindfulness e de meditação em geral seja um exercício de olhar para dentro de você mesmo, contar com a orientação e o acompanhamento de um profissional no assunto é um grande diferencial.

Para quem é de Porto Alegre – e até para quem não é, pois seguido rolam iniciativas online! -, indico de olhos fechados o trabalho da Sati Consciência Plena, da Ane Saraiva. Caso você tenha ficado curioso e queira saber mais sobre mindfulness, não deixe de seguir a página deles no Facebook e o perfil no Instagram.

Quem aí já tem o costume de meditar? E quem está pensando em começar? Vamos trocar uma ideia nos comentários! <3

 



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