#68 PÓ Viaja | Atacama | Laguna Cejar, uma experiência inesquecível (e gelada!)

E a série #PÓviaja continua! 🙂

Depois de dividir com vocês os detalhes sobre o passeio ao Valle de la Luna, hoje é a vez de falar sobre outro clássico do deserto: o tour à Laguna Cejar!

Lembrando sempre que nós fizemos todos os passeios – exceto o Tour Astronômico, que contratamos com a Space – com a Araya Atacama. O que vocês encontram aqui, portanto, é o relato da experiência que nós tivemos com esta empresa em maio de 2018.

Chegando no Parece Óbvio agora? Leia aqui sobre como decidimos ir para o Chile, aqui sobre a nossa ida a San Pedro de Atacama, aqui sobre como escolhemos a agência e aqui as impressões gerais de cada um dos tours.

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Localizado a aproximadamente 20km de distância de San Pedro de Atacama, o tour à Laguna Cejar na verdade inclui outras duas paradas além daquela que lhe dá o nome: nele, também conhecemos os Ojos del Salar e a Laguna Tebinquinche.

Assim como no Valle de la Luna, este é um passeio de meio período em que não há mudança de altitude em relação à cidade – o máximo a que você chega são 2.400 metros acima do nível do mar -, o que o torna ideal para os seus primeiros dias no deserto.

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Este foi o nosso primeiro tour no Atacama. Saímos do hostel por volta das 14h30 – a agência sempre marcava um intervalo de 30 minutos dentro do qual devíamos estar prontos esperando pela van -, passamos nos hotéis dos nossos colegas de passeio e partimos rumo à primeira parada da tarde: a famosa Laguna Cejar!

Com suas águas altamente salgadas, a Laguna é o grande lance deste passeio, uma vez que você pode entrar nela e experimentar a sensação única de não conseguir afundar – o que acontece graças à sua concentração de sal, que chega a ser sete vezes maior que a do mar.

Eu obviamente não ia perder a chance de viver esta experiência, então já fui vestindo um maiô por baixo das roupas para não perder tempo!

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Chegando no parque onde fica a Laguna Cejar, nosso guia aproveitou que o lugar ainda estava relativamente vazio e nos levou até a Laguna Piedra, onde as fotos ficariam melhores e teríamos uma experiência mais tranquila, já que não havia ninguém dentro da água.

A apenas alguns passos de distância da sua vizinha mais conhecida, a Laguna Piedra é super profunda – entre 19 e 20 metros, segundo o guia – e também permite que você viva a experiência única de boiar na água sem fazer o mínimo esforço.

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Depois de tirar muitas fotos aproveitando o efeito de espelho proporcionado pela Laguna, eu e mais dois corajosos do grupo resolvemos entrar na água – não sem antes aprender como fazer isso com o nosso guia, que nos orientou a utilizar um ‘degrau’ natural, entrar sempre de costas e em hipótese alguma molhar o rosto.

A água, como eu esperava, era gelada. Muito gelada. Tão gelada que eu levei quase um minuto entre o momento que molhei os pés até ter coragem de mergulhar o resto do corpo – e a minha cara nas fotos é melhor do que qualquer palavra para expressar a sensação que eu tive naquele momento (kkk).

A boa notícia é que, passados alguns instantes, o corpo se acostuma à temperatura da água e aquela sensação de que você vai morrer congelado é substituída pela euforia de perceber que você está vivendo a experiência incrível de não conseguir afundar o corpo, por mais esforço que tente fazer.

Por isso, a minha dica aqui é: não deixe de aproveitar essa oportunidade. Prepare-se psicologicamente para o frio e encare! Você nunca mais vai se esquecer deste momento. 🙂

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Devidamente registrada a experiência em fotos e vídeos, saímos da água e fomos até as duchas oferecidas pelo local, extremamente necessárias para tirar o sal do corpo – se você não faz isso, ligeirinho ele começa a coçar e a ficar todo branco!

Como poucas pessoas do grupo quiseram entrar na água, nossa passagem nas Lagunas não se estendeu muito  – ficamos lá por volta de 1h ou 1h30, no máximo -, e logo tomamos a van para o próximo destino: os Ojos del Salar!

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Os Ojos del Salar são duas lagoas de água doce localizadas no meio do deserto e que, vistas de cima, possuem um formato que lembra o de dois olhos – daí o seu nome.

Assim como na Laguna Piedra e em diversas outras lagunas do Atacama, o efeito de espelho d’água proporcionado pelo lugar rende fotos incríveis – e foi justamente isso o que nós fizemos nos poucos minutos em que ficamos por lá.

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De lá, subimos novamente na van e partimos para o nosso último destino do dia: a estonteante Laguna Tebinquinche!

E eu sei que soa um pouco repetitivo ficar dizendo que todos os lugares foram os meus preferidos, mas sério, esta Laguna certamente ficou entre os top 3 da nossa viagem ao deserto.

Formada por água de degelo das montanhas e rodeada por uma imensidão de sal, a Laguna Tebinquinche ofereceu o cenário para um dos pores-do-sol mais espetaculares da nossa vida. Sem exageros.

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Chegando no local, nosso guia deixou o grupo em um ponto chamado El Origen, onde são encontrados os fósseis vivos mais antigos do planeta – microorganismos que conseguem viver em condições ambientais extremas e que, acredita-se, deram origem à grande parte das formas de vida na Terra.

Ali ficamos livres para caminhar pela trilha demarcada – sempre os nossos momentos favoritos! – e apreciar a paisagem enquanto o guia nos esperava preparando um coquetel no ponto final do trajeto. Nada mal para o nosso primeiro dia no Atacama.

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Relato feito, vamos às informações práticas sobre o tour à Laguna Cejar, Ojos del Salar e Laguna Tebinquinche:

Quanto tempo dura? Este é um passeio de meio período. A van nos pegou no hostel mais ou menos às 14h30 e estávamos de volta às 19h.

Quanto custa? De acordo com o site da Araya, o valor do tour atualmente é de CLP 30.000 por pessoa. Além disso, também tivemos de pagar uma entrada de CLP  17.000 cada um.

Como se vestir? Para não perder tempo na hora de entrar na água, vá com roupas de banho por baixo e, por cima, vista roupas leves. Eu fui de maiô, calça legging, camiseta de manga curta e camisa jeans de manga comprida; na mochila, levei minha jaqueta de pena de ganso para a hora do anoitecer, um chinelo para a saída da água e uma calcinha. Não levei toalha pois a agência oferecia.

Tem banheiro? Sim. Tanto na entrada da Laguna Cejar quanto na entrada da Laguna Tebinquinche, há estrutura de banheiros – nesta última, no entanto, não havia luz (mas nada que a lanterna do seu celular não resolva!).

Quais as dicas que ninguém conta? Aqui eu acho que todo mundo conta e eu até já falei sobre no texto, mas não posso deixar de comentar: a água é gelada sim, mas não é nada insuportável. O choque maior é no início; depois de entrar, você até se acostuma. Não deixe de viver essa experiência por medo do frio!



E aí, o que acharam? Quem mais aí já foi à Laguna Cejar e tem algo a acrescentar? 
Alguém planejando a sua viagem para o Atacama? 

Nos próximos posts, continuarei o relato detalhado de cada um dos passeios que fizemos no deserto. Semana que vem é a vez das Lagunas Altiplânicas. Não percam! 😉 

 

 

 

 



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4 Comments

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  3. meu deus que saudade do atacama, o coração chega a doer, HAHAHA. amei o post. ver o pôr do sol com vista pro vulcões na tebinquinche foi muito incrível <3

    • ai simmm! eu sabia que ia curtir o lugar, mas não imaginava que seria TANTO! depois de conhecer consegui entender melhor o tanto de gente que resolve se mudar pra lá! haha

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