#58 PÓ Viaja: Chile, da decisão ao embarque

Ainda estou tendo dificuldades para superar o fato de que as férias – e esta viagem – chegaram ao fim. Como quem acompanha o Parece Óbvio pelo Facebook já sabe – e se você ainda não está por lá, faça o favor de dar o seu like para não perder nenhuma novidade! -, eu e Henrique estivemos no Chile, curtindo uma das experiências mais incríveis que já tivemos oportunidade de viver.

Sério, gente. Não é exagero. Por mais que nós esperássemos muito desse destino e de tudo o que veríamos lá, a verdade é que nada poderia nos preparar para o que vivemos durante estes 13 dias. Foi mesmo um dos lugares mais especiais que já conhecemos.

E embora o Parece Óbvio não seja e nem tenha pretensão de ser um blog de viagens – afinal, pra isso nós temos o Sem Pressa de Voltar! -, como o nosso objetivo é compartilhar experiências, nada mais justo do que escrever sobre estes dias tão incríveis. Se você sonha em conhecer o Chile – ou se está disposto a abraçar este sonho a partir de agora -, aqui começa a série de posts que eu gostaria de ter lido antes de embarcar em um avião rumo à Santiago.

Impossível voltar pra casa sem deixar um pedacinho do nosso coração por lá

A decisão. Para ser sincera, a verdade é que o nosso sonho era conhecer o Deserto do Atacama, e ponto final. Logo quando começamos a namorar, em 2014, eu e o Henrique assistimos a este vídeo e ficamos simplesmente fascinados com todas aquelas paisagens. Nós tínhamos de ir para lá um dia. Como a base para os passeios na região é San Pedro de Atacama, e nós inevitavelmente teríamos de passar por Santiago para chegar até lá, decidimos combinar as duas cidades em uma viagem só – e não poderíamos ter feito escolha melhor!

Vista do Cerro Santa Lucía, em Santiago: como não se apaixonar por esta paisagem?

O cronograma. Por mais que nós tivéssemos bastante flexibilidade em relação às datas – eu sempre deixo para marcar minhas férias do trabalho depois de ter as passagens compradas -, uma coisa que nós tínhamos de decidir antes era quantos dias ficar em cada lugar. Aqui, importa saber que não somos do tipo que curte bater ponto em atrações turísticas, mas também não gostamos de perder tempo – em uma rotina de viagem ideal, nós nos acordamos cedo, caminhamos o dia todo e voltamos para casa somente no início da noite.

Decidimos, então, ficar 5 dias em Santiago – 2 na chegada e 3 na volta – e 7 dias em San Pedro de Atacama.

A viagem começa antes mesmo da chegada: Santiago já encanta durante a aterrissagem

As passagens. Embora algumas companhias aéreas ofereçam todos os trechos necessários para esta viagem em uma passagem só, na época em que fizemos a nossa reserva – seis meses antes da partida – era mais barato comprá-los separados. Assim, voamos de Avianca nos trechos de ida e volta entre Porto Alegre e Santiago (com conexão em Guarulhos) e de Sky no trajeto entre Santiago e Calama, cidade onde fica o aeroporto mais próximo de San Pedro de Atacama.

Todos os bilhetes custaram R$ 2.882,52 ao todo – ou seja, R$ 1.441,26 para cada um.

Vista da rua do nosso Hostal em San Pedro de Atacama: o vulcão Licancabur fez parte de todos os nossos dias no deserto

A hospedagem. O local onde nos hospedamos durante uma viagem é tão somente um ponto para deixarmos as nossas coisas, dormir e tomar banho. Como geralmente saímos pela manhã e voltamos à noite, não vemos sentido em gastar dinheiro em um espaço que vai ser mais usado pelas malas do que por nós mesmos. Sendo limpo e bem localizado, estamos satisfeitos.

Já sabíamos que San Pedro de Atacama era uma cidade cara – afinal, estamos falando do meio do deserto -, então decidimos que escolheríamos primeiro a nossa hospedagem de lá e, a partir disso – e dos nossos gastos -, procuraríamos um lugar para ficar em Santiago.

Ainda vou escrever um post mais detalhado só sobre o Atacama – entendeu porque é tão importante seguir o Parece Óbvio nas redes sociais para não perder nada? -, então por enquanto interessa saber que, depois de muito (muito mesmo!) pesquisar, decidimos que a nossa casa no deserto seria o Hostal Casa Flores.

Pagamos US$ 491 dólares por 7 diárias para duas pessoas, em quarto com duas camas de solteiro, banheiro privativo e café da manhã incluído. Na época em que fizemos a reserva, este valor em dólares representava aproximadamente R$ 1.600,00 – R$ 230,00 a diária, mais ou menos -, o que significava que já estávamos ultrapassando o limite do nosso orçamento para este quesito. Como o site não exigia pagamento antecipado e a nossa moeda tem se desvalorizado cada dia mais, quando chegamos em San Pedro o câmbio já tinha transformado a mesma quantia em R$ 1.900,00. Imaginem a nossa surpresa.

Como estávamos viajando no outono, encontramos Santiago com um colorido todo especial

Teríamos de economizar em Santiago, então. Para tentar diminuir o impacto da hospedagem nos nossos gastos sem abrir mão do conforto, optamos por alugar um quarto no Airbnb. Em nossas experiências anteriores com a plataforma, sempre havíamos alugado apartamentos inteiros, então esta seria a primeira vez em que ficaríamos hospedados na casa de alguém.

Como nós não somos muito exigentes e o nosso objetivo era mesmo economizar, escolhemos um quarto na propriedade de um casal chileno, que custava R$ 90 a diária e oferecia um banheiro só para nós. As avaliações de hóspedes anteriores eram ótimas e a localização do prédio era realmente excelente, na rua Manoel Montt, no Bairro Providencia. Já a limpeza…não era um lugar completamente sujo, mas também não podemos dizer que era limpo. O quarto e o banheiro eram razoáveis, mas a cozinha…era nojenta. Já que era apenas um lugar para dormir e tomar banho, tudo bem, né? Pelo menos não custou caro!

Observada do alto Sky Costanera – mirante mais alto da América Latina -, Santiago parece uma cidade de brinquedos

O dinheiro. Existem pessoas muito mais habilitadas do que eu para falar sobre este assunto e sobre o que vale mais a pena – recomendo muito este post do Nós No Chile, inclusive. Interessa saber que a moeda vigente no país é o Peso Chileno (CLP), e que a forma mais simples de converter um valor para saber quanto ele custa em Reais é dividir pela cotação do dia. Assim, se você quer saber quanto custam CLP 10.000 e a cotação do Real no dia é 160, basta dividir 10.000/160, o que dá R$ 62,50.

Nós já estávamos ressabiados com a questão do câmbio em função da surpresa do Hostal, então optamos por não usar cartão durante a viagem e levamos tudo em espécie para trocar nas casas de câmbio da rua Agustinas, em Santiago, onde a cotação estava mais favorável do que no Brasil. Uma decisão questionável e nem um pouco segura, eu sei. Mas felizmente deu tudo certo.

Como as únicas coisas que já estavam pagas eram as passagens e a hospedagem em Santiago, calculamos todos os outros gastos que teríamos durante a viagem – alimentação, transfers, passeios e entradas em atrações – e levamos o valor em Reais.

A única quantia que não entrou nesta conta foi a hospedagem de San Pedro de Atacama, e eu explico o porquê: o Chile tem um imposto, o IVA (impuesto al valor agregado), que é cobrado sobre tudo o que é comprado no país, e que chega até 19%. Turistas podem ter isenção deste imposto no valor da sua hospedagem, desde que paguem a estadia em Dólar, Euro ou Cartão de Crédito internacional. E foi exatamente isso o que fizemos: trocamos os dólares no Brasil e levamos para pagar lá.

Como nós não sabemos quando voltaremos ao país, não queríamos voltar para casa com pesos chilenos sobrando – então, trocamos tudo aos poucos. Na nossa primeira troca, feita na terça-feira (22), a cotação do Real estava 168. Um dia antes de voltar do deserto, tivemos de trocar R$ 50 para comprar lembrancinhas, e a cotação era 157. Na volta a Santiago, a terceira – e última – cotação que pagamos foi de 162. Lembrando que, quanto menor o valor, mais caro saía para nós.

O seguro. Por último, mas não menos importante. Embora o Chile não exija, eu morro de medo de ter algum imprevisto sério durante uma viagem, então não consigo ficar tranquila enquanto não sei que estou segurada. Contratamos tudo pela internet mesmo, e a cobertura de 15 dias para a América Latina custou R$ 257,00 para os dois – ou seja, R$ 128,50 para cada um.

Ufa! Quanto informação em um post só – isso que eu ainda nem comecei a contar mesmo sobre a viagem! No próximo post, vou dividir com vocês todos os detalhes do grande motivo que nos levou ao Chile: o deserto do Atacama!

E vocês, já foram alguma vez para o Chile ou tem vontade de conhecer o país? Gostaram deste formato de post?

Se você está chegando no Parece Óbvio agora, leia aqui sobre a nossa ida a San Pedro de Atacama e aqui sobre a escolha da agência e dos passeios no deserto.



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