#53 O que aprendi ficando um mês sem ultraprocessados| Desafio ‘2018, o ano do sem’

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Serei direta: o título deste post é uma mentira. Não que eu não tenha aprendido nada ao longo do último mês – pelo contrário: eu aprendi sim, e muito. Mas não seria correto atribuir o crédito deste aprendizado à experiência de ficar um mês sem ultraprocessados, porque a verdade é que eu não fiquei um mês sem estes alimentos.

Não estou exagerando: este foi o desafio mais difícil do ‘ano do sem’ até agora.

E não foi por falta de esforço, viu? Eu realmente tentei. Mas como eu já imaginava antes mesmo de começar, a alimentação ainda é o meu ponto fraco. E por mais que eu tivesse – e siga tendo – consciência da importância de me entregar e viver esta experiência por completo, a verdade é que nem sempre eu consegui cumprir com o que havia prometido.

E tá tudo bem. Porque se existe uma ideia em que eu acredito, e que cada vez se mostra mais útil e verdadeira pra mim, é a de que nós temos de aprender a valorizar o processo. Colocar o nosso foco na caminhada, e não no destino final. Dar importância ao que é realmente importante: as lições que aprendemos no dia a dia, enquanto tentamos – e às vezes conseguimos, às vezes não – atingir um resultado. É isso o que importa.

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E por mais que algumas pessoas insistam em atrelar o sucesso à obtenção de determinados resultados – o que automaticamente leva à conclusão de que a sua ausência seria o fracasso -, eu não sinto que falhei. Por mais que eu tenha fracassado sob o ponto de vista tradicional, não é essa a sensação que fica.

Aprendi a usar outra régua para medir o meu desempenho

E é aí que eu acredito que mora o grande aprendizado deste abril sem ultraprocessados: eu não sinto que falhei porque aprendi a usar outra régua para medir o meu desempenho. Eu posso não ter conseguido ficar um mês sem os alimentos que escolhi, e tudo bem. Eu me comprometi com o desafio e tentei. E isso basta.

Afinal, como fiz questão de deixar claro desde o início, a ideia era enfrentar uma experiência que me ajudasse a construir uma relação mais saudável e equilibrada com a comida. Ficar um mês sem ultraprocessados era tão somente um instrumento, a forma que eu encontrei para buscar este objetivo. E por mais que esse instrumento não tenha se mostrado adequado em todos os momentos, a verdade é que eu me tornei uma pessoa muito mais consciente do que estava ingerindo ao longo deste período. De um jeito ou de outro, terminei este mês muito mais próxima de onde eu desejo estar do que quando havia começado.

Não posso desconsiderar todos os meus avanços por ter cometido alguns poucos deslizes

Reduzi drasticamente a quantidade de vezes em que comi por impulso. Passei a planejar mais as minhas refeições, a pesquisar receitas e a me envolver na sua preparação. E mesmo que possa parecer pouco pra vocês, pra mim foi um grande avanço! E eu não posso desconsiderar tudo isso só porque uma vez ou outra cometi o deslize de optar por um alimento ultraprocessado. Tá tudo bem.

A partir do momento em que aprendemos a valorizar o processo e os aprendizados que ele traz ao longo do caminho, fica muito mais fácil respeitar o nosso ritmo e aceitar que temos limites. E compreender isso de verdade, não só na teoria mas também na prática, é uma grande lição!

Durante este abril sem ultraprocessados, percebi o quanto a alimentação ainda é um ponto em que eu tenho muito a melhorar. E assim como em todos os outros desafios do ‘ano do sem‘, por mais cheia de obstáculos que tenha sido a caminhada ao longo do mês, sinto que foi dado o primeiro passo para a mudança. Agora é continuar caminhando, de pouquinho em pouquinho, rumo à minha melhor versão.

Agora eu quero saber de vocês: quem mais tentou aderir ao abril sem ultraprocessados ou a alguma outra experiência parecida? Quais foram as suas impressões? 🙂

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