#45 PÓ Indica: O Poder do Hábito

Old habits die hard, diz a canção. E mesmo que você não seja um fã de Mick Jagger ou nem fale inglês, é impossível não concordar com a ideia: velhos hábitos dificilmente morrem. Nunca conheci alguém que discordasse disso. Abandonar hábitos, ou mesmo criar novos, é realmente difícil – mas pode se tornar um pouquinho mais fácil se conseguirmos entender como eles funcionam.

Afinal, por que fazemos o que fazemos? Quais são os motivos que nos levam a repetir, dia após dia, os mesmos comportamentos – e por que é tão complicado sair deste padrão? É a busca por essas respostas que motiva o livro O Poder do Hábito, de Charles Duhigg. Uma leitura leve, cheia de informações interessantes e capaz de mudar vidas.

Eu mesma já o li duas vezes, e é bem provável que leia mais. Porque o que o livro faz é desvendar a ciência por trás da formação dos nossos hábitos, lançando as ferramentas para que nós sejamos capazes não só de compreendê-los, mas também de modificá-los. Tudo isso escrito de um jeito super simples e palatável, que até mesmo quem nunca entrou em um laboratório consegue entender.

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Photo by Jason Briscoe on Unsplash

Basicamente – e aqui eu juro que não vou dar spoilers pra que vocês se surpreendam enquanto leem -, hábitos são comportamentos que surgem devido à preguiça do nosso cérebro, que está o tempo todo procurando maneiras de poupar esforço. Assim, associamos determinados estímulos – as chamadas deixas – a certas rotinas que levam a recompensas, construindo o que o autor chama de loop do hábito, que é a estrutura que permite que o nosso cérebro dê uma descansadinha enquanto agimos no piloto automático.

Vejamos um exemplo: se quando o seu celular vibra com uma notificação você se vê automaticamente desbloqueando a tela para conferir o que há de novo, você está colocando em prática o loop do hábito. Como? A partir de uma deixa – a notificação – você aciona uma rotina – desbloquear e tela – na busca por uma recompensa – a satisfação da curiosidade e a distração proporcionada pela nova mensagem.

É isso mesmo: a partir do momento em que associamos certos estímulos a determinadas rotinas e suas respectivas recompensas, nossos cérebros deixam de participar da tomada de decisões e passam a agir automaticamente. Surgida a deixa, eles simplesmente levam à rotina que resultará nas recompensas – sem que nós nem precisemos pensar.

Através de diversos exemplos práticos, tanto de indivíduos quanto de organizações, o autor demonstra que a chave para mudarmos nossos hábitos está na observação dos motivos que nos levam a agir da forma como agimos. Identificando quais são as deixas e as recompensas que compõem os nossos loops do hábito,  podemos criar novas rotinas e mudar completamente a forma como vivemos nosso dia a dia.

E o que eu acho mais legal disso tudo, e que me faz ter vontade de sair indicando o livro por aí, é que nós podemos aplicar esta lógica a todas as áreas da nossa vida, pois é assim que o nosso cérebro funcionada para tudo. Assim, seja qual for o velho hábito que você deseja abandonar – ou o novo hábito que você deseja criar -, ler O Poder do Hábito pode ser muito útil.

Todas as ferramentas necessárias para viver uma vida melhor estão dentro de nós. Só precisamos aprender a usá-las da forma correta!

Leitura obrigatória pra quem acompanha o Parece Óbvio, hein?



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  1. Carol! Lendo teu texto, lembrei-me da dificuldade de pessoas mais velhas – ‘mais velhas’, porque, na minha opinião, a palavra ‘idosas’ está com um conceito, hoje em dia – possuem para mudar ou aprender qualquer tipo hábito diferente dos que já fazem. Talvez isso ocorra pelo fato de que o cérebro já trabalha ou trabalhou bastante.
    Adorei teu texto, já eh um hábito ler. Assim que recebo teu e-mail, deixo nas notificações do celular até ler. E não me arrependo deste novo hábito, me fazem muito bem. Obrigada!
    (Obs.: agora vou deixar meu(s) sentimento(s) no teu blog e não por messenger, assim saberás que está sendo muito bom)

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