#3 Sobre o nome

Começar a escrever sem uma pauta definida tem dessas: a gente pensa em falar sobre algum assunto no texto e, quando vê, ele tomou outro caminho e já não tem mais como voltar atrás. Foi isso o que aconteceu no último post. A ideia era explicar os motivos que me levaram a escolher o nome do blog, mas acabou se tornando uma conversa meio que sobre tudo – e ao mesmo tempo sobre nada. E tudo bem, faz parte!

Agora, antes que eu me perca de novo, vamos ao que interessa: Parece Óbvio, por quê?

Pois bem, vamos lá. Como contei no último post, tomar a atitude de criar o blog não foi exatamente fácil. Sabe quando a gente precisa fazer alguma coisa, mas inventa todo tipo de desculpas pra não começar? Foi exatamente o que aconteceu comigo.

Eu tinha o objetivo, mas colocava ele no final de uma lista de pré-requisitos que eu deveria preencher antes. E como eu não enfrentava nenhuma dessas tarefas – ou até tentava enfrentar, mas nunca achava bom o bastante -, nada acontecia. Foi assim com o nome deste blog.

Precisei ler muitos textos e assistir a muitos vídeos sobre perfeccionismo pra entender que, se eu fosse esperar pelas condições ideais, talvez eu nunca saísse da inércia das minhas desculpas. Se eu fosse completar toda a lista de pré-requisitos imaginários que eu havia me auto-imposto, talvez eu nunca começasse.

E quando eu me dei conta disso, tudo soou tão…óbvio. Quando decidi que deixaria de ser impedida pelas minhas desculpas mesmo que isso significasse começar “de qualquer jeito”, eu finalmente entendi que o que parece óbvio nem sempre é assim tão claro.

O que parece óbvio pra mim, pode não parecer pra você. E vice-versa.

E foi assim que, passados meses de indecisão e de listas com nomes que nunca pareciam bons o suficiente, nasceu um blog. Um primeiro passo decidido de quem – finalmente! –  passou a enxergar o óbvio.

 



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