#2 Não tá fácil

Como escrevi no nosso primeiro post, a decisão de criar um blog não foi fácil.

Quer dizer…o momento da decisão, o ato de decidir criar, não foi o que se pode chamar de difícil. Complicado mesmo foi o que veio – e continua vindo – depois disso.

Eu sempre gostei de escrever e esta é uma atividade na qual eu me saio relativamente bem. Por motivos que ainda desconheço – mas que espero descobrir ao longo deste caminho -, nunca me dediquei a aprimorar essa habilidade depois de “adulta”.

Quando criança, inventar histórias e escrevê-las era um verdadeiro hobby. Eu gostava disso. Tanto gostava que decidi cursar jornalismo. Era isso o que eu queria fazer para o resto da vida, como um trabalho: escrever. Sobre acontecimentos, sobre pessoas, sobre lugares. Sobre tudo.

Olhando para trás, eu tento recapitular em que momento esse desejo se perdeu e eu deixei de escrever como algo de que eu gostava e passei a fazê-lo somente quando era exigida, fosse nos estudos ou no trabalho. Eu tento, mas não consigo enxergar quando.

Justamente por isso, decidir criar um blog não foi exatamente difícil. E também justamente por isso, os passos que se seguiram à decisão foram tão complicados.

Decisão tomada, era hora de tomar uma atitude e colocar em prática o plano.

Criar um blog. Escolher um nome. Escrever um post.

Enfrentar a vergonha, a insegurança e o medo de parecer ridícula.

Demorou. Entre o momento em que decidi e aquele em que de fato apertei o enter e coloquei o primeiro post no ar, foram-se alguns meses. E provavelmente se irão mais alguns até que eu consiga entender qual o propósito disso tudo. E quer saber? Tá tudo certo. Pelo menos agora eu levo comigo a tranquilidade de que estou tentando.

 

 

 



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